Crescimento das vendas no comércio é sinal de recuperação do setor, aponta CDL Petrópolis

Pesquisa do IBGE mostra tendência de recuperação do varejo, embora os números do ano ainda apontem para uma queda acumulada de 1,8%

As vendas do comércio no país cresceram 5,2%, em julho, de acordo com levantamento do IBGE. Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, apesar da queda anual de 1,8%, o fato do setor ter apresentado crescimento das vendas pelo terceiro mês consecutivo é um bom indicativo de que o comércio está no caminho da recuperação, depois de quedas históricas como a de – 16,6%, em abril, no auge da pandemia da Covid-19.

         Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, mesmo não repetindo os aumentos de 13,3% em maio e de 8,5%, em junho, só o fato das vendas continuarem crescendo já é motivo para comemorar.

         – Crescemos 5,2% em julho, menos do que em maio e junho, mas não tivemos queda o que é muito importante, especialmente nesse cenário econômico de queda do PIB, de recessão e de desemprego recorde. Como sempre o comércio resiste, se reinventa e supera crises. Aqui na cidade, lutamos para voltar ao horário normal de funcionamento, o que, acredito, deverá impactar nas vendas do setor. Vamos continuar reivindicando da mesma forma que vamos continuar respeitando as normas de segurança para evitar o contágio e proteger a vida – afirma Luiz Felipe.

         Segundo o IBGE, em julho o setor de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o único que se manteve estável com variação zero em relação a junho. Nos demais setores destaque para livros, jornais, revistas e papelaria, com crescimento de 26,1%; tecidos, vestuários e calçados (25,2%); material de escritório, informática e comunicação (11,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que apresentou crescimento de 7,1%.

         No país 21 das 27 unidades da federação apresentaram crescimento, com destaque para Amapá (34%), Paraíba (19,6%) e Pernambuco (18,9%). Entre as quedas, as maiores estão no Tocantins (-5,6%), Paraná e Mato Grosso com -1,6% cada.

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