Pesquisa aponta que 37% dos inadimplentes devem até R$ 500

CDL Petrópolis divulga indicador CNDL/SPC Brasil e acredita que o Feirão Limpa Nome pode ajudar esses consumidores a regularizarem sua situação na cidade

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis informa que os dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que um percentual relevante de pessoas que estão com contas em atraso deve quantias que não chegam a quatro dígitos. Em cada dez consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes, quatro (37%) devem até R$ 500 e a maioria dos inadimplentes brasileiros (53%) possui dívidas que somadas não ultrapassam R$ 1.000. Outros 20% devem algum valor entre R$ 1.000 e R$ 2.500, ao passo que 16% devem entre R$ 2.500 e R$ 7.500. Já as dívidas acima de R$ 7.500 são objeto de preocupação de 10% das pessoas que estão negativadas no Brasil. De acordo com o levantamento, cada consumidor inadimplente tem, no geral, duas dívidas em aberto.

Segundo o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, esses dados são muito significativos e podem ajudar, especialmente em Petrópolis, por conta do Feirão Limpa Nome que o Procon local promove de 26 a 30 de agosto, os consumidores a recuperarem seu crédito.

– Essa pesquisa mostra ao mesmo tempo um dado triste, reflexo da nossa crise econômica, já que a maioria das pessoas não está conseguindo pagar dividas de valores menores, mas também aponta para uma esperança já que aqui na cidade teremos esse feirão limpa nome, dessa vez com a participação da CDL Petrópolis, e as condições de negociação podem ser decisivas para que esses consumidores possam regularizar sua situação e recuperar poder de compra, o que é bom para todos – explica Luiz Felipe.

As dívidas relativamente baixas podem ter relação com o tipo de conta que o brasileiro tem deixado atrasar. De acordo com o indicador, considerando somente as contas de serviços básicos como água e luz, houve um crescimento de 16,03% no volume de atrasos em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em segundo lugar aparecem as dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos, que avançaram 2,25% na mesma base de comparação.

Embora os atrasos com serviços básicos para o funcionamento da casa tenham crescido mais no mês de julho, a maior parte (53%) das dívidas em aberto no Brasil tem alguma instituição financeira como credor. Já o comércio responde por uma fatia de 17% do total de dívidas, enquanto o setor de comunicação por 11% e as contas de água e luz completam o ranking com 10%.

De modo geral, o volume de consumidores com contas em atraso e registrados em lista de inadimplentes continua crescendo: avanço de 1,73% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ainda assim, houve uma desaceleração, pois em julho de 2018, a alta havia sido de 4,31%. O dado observado em julho é o segundo menor desde 2011, início da série histórica.

Mesmo crescendo a patamares mais modestos, o estoque de brasileiros com o ‘nome sujo’ ainda é elevado no país: estimativa de abril deste ano mostra que aproximadamente 40% da população adulta está inscrita em lista de inadimplentes, enfrentando problemas para comprar a crédito, obter empréstimos, financiamentos ou obter aprovação de cartão de crédito, por exemplo.

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

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