Pesquisa da CDL e do SPC Brasil aponta ineficiência das empresas que prometem “limpar o nome” do consumidor inadimplente

Segundo o levantamento, em 60% dos casos, esse tipo de empresa não resolve o problema. CDL Petrópolis lembra que não há como deixar o cadastro de inadimplentes sem negociar a dívida.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com brasileiros inadimplentes e pessoas que estiveram nesta situação em algum momento nos últimos 12 meses, revelando que em 60% dos casos, quem contratou uma empresa como intermediária para ter o nome limpo não conseguiu ter o problema resolvido. De modo geral, 9% dos inadimplentes contrataram o serviço de alguma dessas empresas para conseguir sair do cadastro de devedores.

O presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, lembra que para deixar o cadastro de inadimplentes, não há outra maneira além de negociar e quitar a dívida e que para isso não há necessidade de pagamento de taxas e muito menos da intermediação de empresas ou especialistas.

– Só tem um jeito de “limpar o nome” no SPC Brasil ou na Serasa: pagando a dívida. Muitas pessoas que enfrentam dificuldades financeiras podem querer acreditar que uma empresa possa fazer uma dívida desaparecer, sem que ela tenha sido quitada ou negociada. Só que isso não existe e infelizmente tem quem faça promessas impossíveis e cobre várias taxas para fazer esse “milagre” acontecer. Depois o consumidor acabará descobrindo que pagou a essa empresa e continua inadimplente – alerta Luiz Felipe.

Segundo os dados da pesquisa, considerando os entrevistados que não tiveram o nome limpo pela empresa contratada, apenas 28% conseguiram recuperar todo o dinheiro, sendo que a maior parte não teve o valor devolvido (37%) ou apenas parte da cobrança foi reembolsada (34%). Entre os entrevistados que contrataram empresas para limpar o nome, a maioria (56%) nem sabe ao certo o quanto pagaram por este serviço, e entre os que sabem, 36% pagaram quantias que variam em até R$ 1 mil.

A facilidade de encontrar empresas que façam esse tipo de serviço pode ser identificada pelo meio que os consumidores as encontraram: um terço (33%) descobriu a empresa pela internet, seguida por indicação de amigos e parentes (31%). Outras formas também usuais foram os anúncios em jornais (13%), ter passado em frente a empresa (12%) e até mesmo a abordagem direta da empresa (7%) ou distribuição de panfletos (4%). Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados mostram-se arrependidos e avaliam que não valeu a pena ter contratado esse tipo de assessoria para se livrar das dívidas.

A CDL Petrópolis lembra que o melhor caminho para sair do endividamento é a negociação com o credor, sem intermediários. Só assim é possível ter certeza de que todo o dinheiro gasto está sendo empregado diretamente para quitar as dívidas em atraso. Além disso, ao tratar diretamente com o credor, o consumidor pode obter melhores condições, como descontos e prazos maiores, por exemplo.

A pesquisa entrevistou 602 consumidores residentes em todas as regiões brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, atuais inadimplentes ou ex-inadimplentes há no máximo 12 meses. A margem de erro é de 3,99 pontos percentuais para uma confiança de 95%.

SPC Brasil avalia perfil de consumo das mulheres brasileiras

Nove entre cada dez brasileiras fazem uso das redes sociais, mas TV
ainda é a principal fonte de informação. Ainda assim, para 58,5% as propagandas não refletem as mulheres como elas são na realidade

 

Mostrar como as mulheres se comportam e respondem às influências de compra e avaliar a percepção da sua imagem utilizada pelos meios de comunicação é o objetivo da série de pesquisas “O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras” do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Segundo o estudo, 64,8% das brasileiras entrevistadas admitem que já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais. Ou seja, o fato de acompanhar posts, dicas e comentários teve algum efeito sobre o cotidiano e comportamento de consumo dessa mulher, fazendo com que ela passasse a comprar produtos sugeridos ou mudasse algumas práticas do dia a dia.

De acordo com os dados obtidos, as redes sociais são utilizadas por 94,3% das entrevistadas. A plataforma mais popular é o Facebook, citado por 89,2% das mulheres entrevistadas, seguido pelo Youtube (43,4%) e pelo Instagram (34,4%). A pesquisa também abordou os temas que mais mobilizam as postagens, compartilhamentos e acompanhamento das mulheres nas redes sociais: culinária (65,1%), moda (46,8%) e beleza (40,3%).

Em contrapartida, o tema finanças pessoais é dos menos acompanhados entre as brasileiras, citado por 9,2% das entrevistadas. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o baixo interesse pelos assuntos relacionados ao orçamento pessoal não é um bom sinal.

– É importante buscar instrumentos que facilitem a organização da vida financeira e o melhor controle dos gastos e as redes sociais podem ser de grande ajuda nesta tarefa – diz Kawauti.

Mais da metade das mulheres entrevistadas (52,6%) costuma fazer avaliações ou comentários na internet sobre os produtos que compra, sendo que três em cada dez (32,4%) o fazem independente de a compra ter sido considerada boa ou ruim; e 20,2% somente quando o produto é ruim. Dentre as mulheres que possuem este hábito, os itens mais avaliados são os celulares (63,0%), as roupas (56,6%), calçados (45,8%), alimentos (32,8%) e equipamentos de TV, DVD e som (30,6%).

Aplicativos – Com o aumento do uso de smartphones, os aplicativos também ganham cada vez mais espaço no consumo das mulheres. A pesquisa mostra que cinco em cada dez entrevistadas (49,9%) fazem uso de apps no dia-a-dia, sobretudo as pertencentes às classes C, D e E (45,1%). Dentre as mulheres que utilizam essa ferramenta, os mais populares são aqueles que servem para compra online de roupas e sapatos (24,4%), pedir comida (11,2%), auxiliar a dieta (9,6%) e chamar táxi (9,5%). Já os aplicativos para auxiliar o planejamento do orçamento são citados por 8,8% das entrevistadas.

Considerando os diversos canais que são utilizados para obter informação, o estudo do SPC Brasil e da CNDL revela que a internet já ultrapassou parte dos meios mais tradicionais como jornais e revistas, assumindo um papel cada vez mais importante na vida das brasileiras. Ainda assim, a televisão lidera, sendo mencionada por 68,4% das entrevistadas. Logo após foram citados o Facebook (64,7%), o aplicativo Whatsapp (48,0%) e os portais de notícias (42,0%).

Além de ocupar uma boa posição entre as fontes mais populares para obter informação, o Whatsapp também é citado como o meio de comunicação com maior média de horas dedicadas por dia: são 4,2 horas contra 3,0 horas diárias para o Facebook; 2,9 horas para a TV e 2 horas para o rádio.

Apesar da tecnologia e da variedade de canais informativos, o boca-a-boca com amigos ou familiares foi identificado na pesquisa como o meio mais confiável para as entrevistadas, seguido pela conversa com outros consumidores e pelos jornais. Já as propagandas menos confiáveis na visão das mulheres são aquelas feitas por SMS e por vendedores.

Ainda que os canais online e tradicionais sejam utilizados pelas mulheres para obter informações, nem sempre elas se sentem plenamente identificadas nesses veículos. Para 58,5% das entrevistadas, as propagandas não refletem suas atitudes e quem elas são.

Entre as brasileiras que acreditam que o perfil de mulher presente na mídia não corresponde à realidade, as principais justificativas são que elas são muito diferentes fisicamente das mulheres reais (59,6%); que elas se sentem incomodadas pela propaganda que as apresenta como objetos sexuais (32,1%); e que as mulheres são sempre mostradas como sendo felizes em famílias perfeitas, e isto não reflete a vida real (29,5%).

Quando questionadas sobre como gostariam de ser representadas na propaganda, as entrevistadas afirmaram querer ser retratadas como mulheres guerreiras (49,2%), reais e sem o padrão de beleza inatingível dos filmes e da TV (46,6%), dinâmicas (33,0%) e independentes (32,7%).

O estudo do SPC Brasil também investigou a influência do padrão estético das propagandas no consumo das mulheres e mostra que, ainda que 41,8% das entrevistadas acreditem que esse padrão da mídia não influencia no consumo delas, outros 53,7% das entrevistadas admitem comprar roupas e acessórios vistos na mídia para acompanhar as tendências, desde que esses produtos atendam ao gosto pessoal.

Apenas 11,9% das mulheres brasileiras admitem que o padrão estético exerce muita influência nos hábitos de compra, uma vez que sempre consomem os produtos ou serviços indicados.

A série de pesquisas “O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras” utiliza uma amostra que abrange 810 mulheres com idade igual ou superior a 18 anos, de todas as classes sociais em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

Felicidade mais ligada a tempo em família do que com dinheiro

Pesquisa SPC Brasil sobre a relação entre felicidade e consumo mostra que 86% dos motivos que deixariam as pessoas mais felizes não estão diretamente ligados a dinheiro

Quando o assunto é felicidade, ninguém discorda que lazer e dinheiro são importantes. Porém, uma pesquisa inédita realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de educação financeira ?Meu Bolso Feliz? mostra que sete em cada dez entrevistados (69,0%) preferem um estilo de vida com mais tempo para a família, mesmo que isso implique em ter um salário menor ? preferência que se destaca entre os brasileiros de todas as classes sociais.

Ainda assim, cerca de 20,6% dos brasileiros afirmam preferir ter mais dinheiro, mesmo que tenham que trabalhar bastante para isso e não tenham tempo para a família, seus amigos e lazer, aumentando para 28,4% entre os mais jovens.

De acordo com os próprios entrevistados, 63% atribuem uma nota acima de 8 – entre 1 e 10 ? para a própria felicidade, principalmente as mulheres, pessoas das classes A e B e que têm 56 anos ou mais. A nota média dos brasileiros é de 7,9.

Quando perguntados sobre os requisitos necessários para ter felicidade, 33,5% dos brasileiros afirmam que ter mais tempo para a família é o principal. Logo após, 15,6% dizem que é ser saudável, e 14,5% que viajar seria a principal fonte para ser feliz. 14,3% também é o percentual de pessoas que afirmam que os aspectos relacionados ao consumo são os mais importantes.

A pesquisa comprova que, no geral, 85,7% dos motivos que deixariam as pessoas mais felizes não estão relacionados diretamente com dinheiro.

Em maio de 2015 foram ouvidas 605 pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e pertencentes de todas as classes sociais, nas 27 capitais. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais com margem de confiança de 95%.