Vendas a prazo no Dia das Mães têm crescimento tímido

Segundo levantamento da CNDL/SPC Brasil as consultas para vendas a crédito subiram apenas 0,11% na semana anterior ao dia das mães

 

Um resultado modesto que espelha a lenta recuperação da economia e frustrou a expectativa de um crescimento mais vigoroso do varejo para o Dia das Mães de 2019. É dessa forma que os analistas do setor avaliam o resultado de um levantamento realizado pela Confederação Nacional das CDLs e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) na semana anterior à segunda melhor data para o comércio brasileiro e que apontou uma pequena alta de 0,11% na comparação com o mesmo período do ano passado nas consultas de CPFs para compras a prazo.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, embora as pesquisas do setor apontassem que em 2019 65% dos consumidores planejassem comprar seus presentes à vista, um crescimento de apenas 0,11% nas vendas a prazo preocupa.

– Datas como o Natal e o Dia das Mães sempre animam o setor, por mais que estejamos cientes das dificuldades econômicas do Brasil, mas um resultado tão tímido como esse nos preocupa, sem dúvidas. Afinal de contas, esse levantamento mostra que os consumidores estão deixando de lado os presentes mais caros, que justificariam um parcelamento, seja porque preferem economizar ou porque já estejam inadimplentes – analisa Luiz Felipe.

Um dado positivo revelado pelo levantamento é que pelo segundo ano consecutivo o número de consultas ao sistema para compras apresentou um viés de alta. Em 2018, as vendas haviam crescido 4,36%, após acumularem três anos consecutivos de queda: -0,91% (2017), -10,88% (2016) e -2,82% (2015), respectivamente.

O Indicador de Vendas a prazo em datas comemorativas é construído a partir das consultas de CPFs feitas nas bases de dados que o SPC Brasil tem acesso. As consultas de CPF indicam a intenção de compra a prazo do consumidor e podem resultar, ou não, na efetivação da venda. Para a construção do Indicador, consideram-se apenas as consultas feitas pelo setor de Comércio Varejista nos sete dias anteriores ao domingo de Dia das Mães, sem considerar o domingo de fato.

Dia das Mães (Domingo 12/05) será feriado no estado do Rio de Janeiro

Informamos que a partir deste ano, o Dia das Mães foi decretado FERIADO ESTADUAL, conforme aprovado pela Alerj e Comissão de Justiça, contrariando assim o veto do Sr. Governador do estado.

Dessa forma, através da Lei 8.174/18 a partir de 2019 o segundo domingo do mês de maio torna-se feriado estadual no Rio de Janeiro. Assim sendo, as empresas que, por ventura, desejarem funcionar nesse dia deverão procurar obter esclarecimentos junto aos seus contadores ou aos respectivos sindicatos patronais a fim de evitarem penalizações através de multas ou demais sanções.

Crise econômica muda hábitos de consumo dos brasileiros

CDL Petrópolis divulga pesquisa mostrando que 79% dos brasileiros estão controlando despesas, reduzindo as contas básicas e até pesquisando os preços antes de consumirem.

 

Diante de um cenário econômico desfavorável, boa parte das famílias passou a administrar melhor o orçamento e, consequentemente, criaram uma relação mais saudável com o dinheiro. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). De acordo com o estudo, oito em cada dez (79%) brasileiros mudaram seus hábitos no dia a dia e entre as medidas adotadas, destaca-se a pesquisa de preços (59%) antes da aquisição de algum produto — percentual que chega a 68% nas classes A e B.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, embora o motivador dessa mudança de hábitos tenha sido a crise econômica é muito positivo que os brasileiros estejam mais conscientes dos seus gastos.

– É claro que o empresariado quer vender, mas de nada adianta vender se o consumidor compromete seu orçamento com dívidas que não poderá honrar. Essa pesquisa da CNDL mostra que de todas as coisas ruins que a crise econômica nos trouxe, existe pelo menos um ponto a se louvar que é essa mudança de hábito dos brasileiros, agora mais preocupados com o planejamento de seus gastos e até pesquisando preços o que, em minha opinião, é muito saudável para o mercado porque estimula a concorrência – avalia Luiz Felipe.

A pesquisa aponta ainda que 56% passaram a limitar gastos com lazer e 55% a controlar despesas pessoais. O aperto financeiro também fez com que muitas pessoas encontrassem alternativas para economizar. Mais da metade (54%) dos entrevistados procurou reduzir o consumo de luz, água e telefone, de olho no valor da conta. Outros 53% passaram a ficar atentos às promoções em busca de preços menores, enquanto 46% substituíram produtos por marcas similares mais baratas e 42% admitem ter incorporado em sua rotina a prática de pechinchar.

As mudanças no padrão de vida para driblar os momentos de dificuldades acabaram causando impactos emocionais nos brasileiros, que viram seu poder de compra ser afetado. Para 32% dos entrevistados, a vontade de ter algo e não poder tem provocado uma sensação de impotência. Já 26% mostram-se constrangidos por não conseguir dar à família o que deseja e 25% demonstram frustração por deixar de comprar certos produtos que gostam. Em contrapartida, uma parcela considerável (37%) se diz satisfeita por manter, ao menos, os gastos essenciais e outra aliviada (33%) por não estourar o orçamento.

O levantamento quis saber ainda se o novo comportamento dos brasileiros deve se manter diante das perspectivas de recuperação da economia. Considerando um cenário mais favorável para 2019, com a retomada dos empregos e o acesso ao crédito, os dados indicam que a maioria pretende continuar com os mesmos hábitos adquiridos na crise. O principal item apontado é a economia de luz, água e telefone, mencionado por 71% dos entrevistados.

Entre outras práticas citadas estão a troca de produtos por outros de marca mais em conta (68%), atenção às promoções para obter menor preço (67%) e até cortar ou reduzir o valor pago com serviços por assinatura (65%) — TV ou internet, por exemplo. Há ainda aqueles dispostos a aumentar a frequência com que poupam, de pelo menos parte dos rendimentos (47%), e pechinchar ou pedir desconto nas compras (33%).

Por outro lado, parte dos entrevistados reconhece que pode vir a deixar de lado atitudes adquiridas com a crise, tão logo a situação volte a melhorar, como reduzir gastos com lazer (16%), evitar parcelamentos muito longos (15%) e resistir a itens de alimentação supérfluos (11%). A razão mais citada para esse comportamento é o fato de retomar o estilo de vida que se tinha nos momentos de bonança da economia (42%). A preferência por boas marcas, mesmo sendo mais caras (27%), aparece como segundo motivo e, em seguida, vem a dificuldade em manter uma vida financeira regrada (23%).

43% dos empresários estão otimistas com as vendas de natal

Pesquisa divulgada pela CDL Petrópolis aponta que quatro em cada dez comerciantes acredita num crescimento de vendas neste final de ano

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar uma pesquisa feita com empresários do varejo em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrando que para 43% dos comerciantes as vendas no período das festas de fim de ano devem ser melhores na comparação com 2017. Além desses, 32% dos empresários acreditam que as vendas se manterão no mesmo patamar e apenas 9% esperam um desempenho pior — uma queda de 12 pontos percentuais em relação a 2017. O número dos que não souberam responder cresceu 15%.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, como o natal é o período mais importante do ano para o varejo esse otimismo se justifica, embora a realidade econômica do país ainda seja preocupante.

– O comerciante é, por natureza, um otimista. Quando chega o final do ano então é preciso que esse otimismo contagie também o consumidor. Aí vale enfeitar a loja e criar todo um clima especial para essa época do ano. Essa pesquisa é muito animadora e só nos resta torcer e trabalhar muito para que essa expectativa otimista se transforme em realidade e esperarmos que em 2019 o país possa registrar uma recuperação econômica mais consistente, principalmente com a redução do desemprego para que o número de empresários animados com o próximo natal aumente – afirma Luiz Felipe.

A pesquisa mostra ainda que pouco menos da metade (46%) dos entrevistados se prepararam ou pretendem preparar a empresa para o Natal — um aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2017. Por outro lado, 44% afirmam não ter um plano especial para o seu comércio no fim de ano. Dentre os que se planejaram para o Natal e Ano Novo, as principais estratégias mencionadas são ampliação do estoque (50%), diversificação de produtos e serviços (34%) e investimento na infraestrutura da empresa (20%).

Em contrapartida, os empresários que não pretendem fazer alguma ação específica no período justificam que não enxergam necessidade de investir, sobretudo por não ver aumento significativo na demanda (45%). Além disso, 21% alegam falta de dinheiro e 9% estão desanimados com o resultado das vendas este ano.

Além de sondar as percepções do setor sobre as expectativas de vendas para o fim de ano, a pesquisa também investigou a intenção de contratar mão de obra para as festas de Natal e Ano Novo. O levantamento mostra que a expectativa de reação da economia ainda não reflete na criação de novos postos de trabalho no curto prazo. Apenas 20% dos comerciantes já contrataram ou irão contratar mão de obra extra para reforçar o quadro de trabalhadores nesse período – sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados.

A pesquisa ouviu 605 empresários e gestores responsáveis pela contratação de mão de obra de empresas do comércio varejista localizadas nas capitais e interior do país. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais a uma confiança de 95%.

Dinheiro extra do PIS/PASEP será usado para pagar dividas

Pesquisa da CNDL/SPC Brasil aponta que 45% dos brasileiros que têm direito a sacar as cotas do PIS/PASEP pretende usar os recursos para quitar dívidas em atraso

 

Os recursos do fundo PIS/PASEP, cujos novos saques estão liberados para trabalhadores de todas as idades desde o dia 14/08, devem ajudar muitos brasileiros a sair do sufoco financeiro. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito aponta que 45% dos cotistas devem utilizar os recursos para pagar dívidas em atraso – o percentual sobe para 57% considerando apenas os consumidores das classes C, D e E.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza,  a iniciativa de liberar esses recursos é muito bem vista pelos varejistas porque, além de injetar recursos na economia, pode ajudar muitos consumidores a recuperar o crédito.

– Nesse momento de dificuldade que a economia atravessa, a injeção desses recursos extras no mercado, quase R$ 40 bilhões,  é muito bem vinda e como esse levantamento do SPC Brasil demonstrou, esse dinheiro inesperado será usado por quase metade dos beneficiários para quitar dívidas em atraso o que é muito positivo porque reduzirá a inadimplência, ao mesmo tempo em que pode recolocar esses consumidores no mercado – aponta Luiz Felipe.

Em segundo lugar,  o dinheiro extra será usado para investimentos, com 30% de citações. Há ainda 30% de entrevistados que devem pagar despesas do dia a dia com o saldo disponível e 15% que anteciparão o pagamento de contas não atrasadas, como prestações da casa, do carro ou crediário, por exemplo. Outros 9% de entrevistados vão usar o dinheiro para adquirir roupas e calçados.

Tem direito a sacar recursos, os trabalhadores de empresas públicas e privadas que contribuíram para o PIS ou para o PASEP entre os anos de 1971 e 1988 e que não tenham resgatado o saldo. Ao todo, aproximadamente 28,75 milhões de cidadãos brasileiros têm direito ao saldo das contas, o que deve totalizar uma injeção de R$ 39,52 bilhões na economia, segundo dados oficiais do governo.

De acordo com a pesquisa, 14% dos brasileiros ainda não sabem se têm direito ou não ao recebimento do benefício e 10% desconheciam a informação de que o governo havia liberado os saques.

A pesquisa foi realizada em 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Vendas a prazo crescem 1,63% no Dia dos Namorados

Dados do SPC Brasil e da CNDL apontam a primeira alta para essa data em cinco anos, ainda que o crescimento seja tímido.

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontando que as vendas parceladas no Dia dos Namorados deste ano cresceram 1,63% na comparação com o mesmo período do ano passado, sinalizando uma leve alta após anos seguidos de resultados no vermelho. Essa é a terceira data comemorativa do ano em que as vendas a prazo apresentam crescimento: na Páscoa a variação positiva havia sido de 3,24% e no Dia das Mães, de 2,86%.

Segundo o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, é importante para o setor que as vendas venham apresentando resultados positivos em datas comemorativas, ainda que timidamente.

– Todos nós temos consciência dos tempos difíceis que o comércio tem atravessado, mas é significativo também que os dados das vendas a prazo se mantenham em crescimento, ainda que os números sejam pouco expressivos. Na minha opinião, esses resultados apontam uma tendência de recuperação, ainda que lenta – afirma Luiz Felipe.

Desde 2011 o ritmo do comércio para o Dia dos Namorados vinha desacelerando ano após ano, sendo que nos últimos quatro anos as vendas registram resultado negativo. Em períodos anteriores, as variações foram de -9,61% (2017), -15,23% (2016), -7,82% (2015), -8,63% (2014), +7,72% (2013), +9,08% (2012), +10,80% (2011) e +7,23% (2010).

Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil, os presentes mais procurados seriam roupas (41%), perfumes ou cosméticos (34%), calçados (22%) e jantares (18%) e o gasto médio com presentes de quase R$ 167.

O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, na semana anterior ao Dia dos Namorados.

Horário dos bancos nos jogos do Brasil na Copa do Mundo

A Febraban divulga circular do Banco Central do Brasil que estipula horário especial para funcionamento das agências bancárias

A Federação Brasileira dos Bancos divulgou a Circular 3.897, de 09.05.2018, que recomenda aos bancos a adoção de um horário de funcionamento das agências bancárias das capitais, regiões metropolitanas e também das cidades do interior nos dias úteis em que a Seleção Brasileira de Futebol entrar em campo nos jogos da Copa do Mundo de Futebol, na Rússia.

Segundo a Circular, o horário alternativo se justifica por questões de segurança das agências e também por causa do transporte de valores. Os horários, que têm por referência a hora oficial de Brasília, são os seguintes:

– Jogos no horário das 9 hs:
– Funcionamento das 13 às 17 hs, no interior, capitais e regiões metropolitanas.
– Jogos no horário das 11 hs:
– Funcionamento das 8h30 às 10h30, retornando às 14 hs e fechando às 16 hs, no interior, capitais e regiões metropolitanas.
– Jogos no horário das 15 hs:
– Funcionamento das 9 h às 13 hs, no interior, capitais e regiões metropolitanas.

Na fase classificatória o Brasil joga dia 17/06, domingo, às 15 hs, dia 22/06, sexta-feira, às 9 hs e dia 27/06, quarta-feira, às 15 hs.

Quase 70% dos brasileiros pretende comprar chocolates na Páscoa

Pesquisa do SPC Brasil e da CNDL aponta que 68,7 % dos consumidores deve comprar presentes na Páscoa, enquanto 19,4% não se decidiram ainda e 11,9% não devem gastar nessa data.

O comércio varejista deve registrar uma boa movimentação no final do primeiro trimestre de 2018, por conta da Páscoa. Uma estimativa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que cerca de 103,9 milhões de brasileiros devem realizar compras para a ocasião. O percentual de 68,7% dos consumidores que pretendem comprar na Páscoa de 2018 supera a intenção de compras do ano passado para a mesma data, que era de 57%. Apenas cerca de 12% não pretendem ir às compras este ano e 19% ainda não decidiram o que fazer.

Entre os consumidores que vão realizar compras na Páscoa, a maior parte (41%) relata a intenção de gastar a mesma quantia do ano passado, enquanto 36% vão gastar menos e 15% garantem que gastarão mais. Dentre estes, as justificativas incluem o desejo de comprar mais produtos (57%), o fato de achar que os preços estão mais altos (37%) e acreditar que os produtos estão com um preço muito bom e vale a pena aproveitar (29%).

Já aqueles que vão gastar menos justificam sua decisão dizendo que pretendem economizar (48%), que os preços subiram demais e a renda mensal não acompanhou o aumento (46%) e porque não querem fazer dívidas (31%).

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, a pesquisa revela dados bastante otimistas para o setor, embora as compras de Páscoa estejam concentradas num nicho muito específico do mercado.

– Se o consumidor está disposto a ir às compras, superando as intenções do ano passado, é sempre bom. Isso nos deixa otimista para as próximas datas significativas, como o dia das mães, por exemplo, nosso segundo natal. Vamos esperar que a recuperação econômica e, principalmente a volta dos empregos, se concretize o mais rápido possível para retomarmos o caminho do crescimento econômico beneficiando todo o setor – afirma Luiz Felipe.

O levantamento do SPC Brasil mostra que 44% dos consumidores pretende comprar a mesma quantidade de produtos que na Páscoa de 2017, 31% pretende consumir mais produtos e 14% menos. A média de compras esperada é de cinco produtos e o gasto total médio, R$ 135,03.

A pesquisa revela ainda que 41% dos consumidores ouvidos têm a sensação de que os preços dos produtos para a Páscoa estão mais caros neste ano do que em 2017 – percentual que era 56% na sondagem do último ano – . Para 31%, os valores estão na mesma faixa e apenas 9% acreditam em preços menores.

Seis em cada dez consumidores pretendem comprar ovos de chocolate (61%), enquanto 51% preferem os bombons e 48% as barras de chocolate. Entre estes últimos, os principais motivos da preferência são por considerar que a celebração é mais importante do que a forma do chocolate (50%) e por achar que as barras e bombons são mais baratos (39%).

A preferência é para o  pagamento à vista, seja em dinheiro (63%) ou no débito (38%). Outros 25% pagarão no cartão de crédito em parcela única, enquanto 22% preferem o parcelamento, entre 3 e 5 prestações.

A pesquisa ouviu inicialmente 859 consumidores de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país para identificar o percentual de pessoas com intenção de gastar na Páscoa. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial. A margem de erro é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Vendas a prazo crescem 4,72% na semana anterior ao natal

CDL Petrópolis divulga pesquisa nacional que revela primeiro resultado positivo nas consultas ao SPC Brasil nesse período, nos últimos três anos

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrando o que parece ser a retomada da confiança dos consumidores que se reflete no aumento do consumo. Segundo um levantamento nacional, as consultas para vendas a prazo na semana anterior ao Natal (entre 18 e 24 de dezembro) aumentaram 4,72% na comparação com 2016.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, o resultado positivo merece ser comemorado, mas com os pés no chão.

– Sem dúvida é uma boa notícia, seja pela reversão dos resultados negativos de 2014, 2015 e 2016, seja pela percepção de que o consumidor está se sentindo confiante para comprar a prazo novamente. No entanto, os resultados ainda são tímidos e será necessário uma retomada do emprego, principalmente, para que o comércio volte a obter resultados expressivos no natal que é a data comemorativa mais importante para o setor – afirma Luiz Felipe.

Nos últimos anos, os resultados de vendas a prazo no Natal foram: -1,46% (2016), -15,84% (2015) e -0,7% (2014). Na comparação com outras datas comemorativas de 2017, o aumento registrado nas vendas a prazo do natal foi bem expressivo. Na Páscoa o crescimento foi de 0,93%, no Dia das Mães, dos Namorados e dos Pais, houve quedas de -5,50%, -9,61% e -2,18%, respectivamente, enquanto no Dia das Crianças, foi registrado um aumento de 3,00%.

Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil, o gasto médio do brasileiro com o total de presentes de Natal girou em torno de R$ 461,91. A estimativa era de que a data movimentasse cerca de R$ 51 bilhões na economia.

O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 18 e 24 de dezembro deste ano.

Pesquisa da CDL e do SPC Brasil aponta ineficiência das empresas que prometem “limpar o nome” do consumidor inadimplente

Segundo o levantamento, em 60% dos casos, esse tipo de empresa não resolve o problema. CDL Petrópolis lembra que não há como deixar o cadastro de inadimplentes sem negociar a dívida.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com brasileiros inadimplentes e pessoas que estiveram nesta situação em algum momento nos últimos 12 meses, revelando que em 60% dos casos, quem contratou uma empresa como intermediária para ter o nome limpo não conseguiu ter o problema resolvido. De modo geral, 9% dos inadimplentes contrataram o serviço de alguma dessas empresas para conseguir sair do cadastro de devedores.

O presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, lembra que para deixar o cadastro de inadimplentes, não há outra maneira além de negociar e quitar a dívida e que para isso não há necessidade de pagamento de taxas e muito menos da intermediação de empresas ou especialistas.

– Só tem um jeito de “limpar o nome” no SPC Brasil ou na Serasa: pagando a dívida. Muitas pessoas que enfrentam dificuldades financeiras podem querer acreditar que uma empresa possa fazer uma dívida desaparecer, sem que ela tenha sido quitada ou negociada. Só que isso não existe e infelizmente tem quem faça promessas impossíveis e cobre várias taxas para fazer esse “milagre” acontecer. Depois o consumidor acabará descobrindo que pagou a essa empresa e continua inadimplente – alerta Luiz Felipe.

Segundo os dados da pesquisa, considerando os entrevistados que não tiveram o nome limpo pela empresa contratada, apenas 28% conseguiram recuperar todo o dinheiro, sendo que a maior parte não teve o valor devolvido (37%) ou apenas parte da cobrança foi reembolsada (34%). Entre os entrevistados que contrataram empresas para limpar o nome, a maioria (56%) nem sabe ao certo o quanto pagaram por este serviço, e entre os que sabem, 36% pagaram quantias que variam em até R$ 1 mil.

A facilidade de encontrar empresas que façam esse tipo de serviço pode ser identificada pelo meio que os consumidores as encontraram: um terço (33%) descobriu a empresa pela internet, seguida por indicação de amigos e parentes (31%). Outras formas também usuais foram os anúncios em jornais (13%), ter passado em frente a empresa (12%) e até mesmo a abordagem direta da empresa (7%) ou distribuição de panfletos (4%). Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados mostram-se arrependidos e avaliam que não valeu a pena ter contratado esse tipo de assessoria para se livrar das dívidas.

A CDL Petrópolis lembra que o melhor caminho para sair do endividamento é a negociação com o credor, sem intermediários. Só assim é possível ter certeza de que todo o dinheiro gasto está sendo empregado diretamente para quitar as dívidas em atraso. Além disso, ao tratar diretamente com o credor, o consumidor pode obter melhores condições, como descontos e prazos maiores, por exemplo.

A pesquisa entrevistou 602 consumidores residentes em todas as regiões brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, atuais inadimplentes ou ex-inadimplentes há no máximo 12 meses. A margem de erro é de 3,99 pontos percentuais para uma confiança de 95%.