Em Petrópolis, mais de 5 mil exclusões do SPC Brasil em 2018

Somente em dezembro 595 registros deixaram o banco de dados e os consumidores puderam voltar ao mercado

 

         A Câmara de dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar o balanço das atividades do SPC Brasil na cidade em 2018. Ao todo, foram incluídas 11.738 contas não pagas e excluídas 5.278 dívidas, com destaque para o mês de dezembro de 2018 quando 595 registros foram baixados, número bem superior ao de novembro que registrou 337 exclusões, apenas no município.

         O presidente da CDL Petrópolis Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza destaca a importância da regularização das pendências para o comércio da cidade.

         – É muito bom poder constatar que, apesar da crise que se arrasta na economia brasileira, alguns consumidores estão conseguindo honrar seus compromissos. Essas mais de 5 mil contas pagas em 2018 e as quase 600 regularizadas só em dezembro representa a volta desses consumidores, antes inadimplentes, ao mercado, movimentando a economia e gerando desenvolvimento econômico em nossa cidade – explica Luiz Felipe.

         O presidente  da CDL Petrópolis explicou ainda que os números referem-se a contas não pagas e não a consumidores, porque muitas vezes um consumidor está registrado por mais de uma dívida.

         O levantamento da CDL Petrópolis aponta ainda que somente no mês de Dezembro de 2018 das 11.269 consultas feitas ao banco de dados do SPC Brasil, no município, 3.565 apresentaram algum tipo de problema capaz de impedir a concessão de crédito, o que representa 31,64% das consultas.

         Segundo Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, esse dado é muito importante para que os empresários associados percebam a importância de consultar o SPC Brasil antes de realizar uma venda para, dessa forma, protegerem-se da inadimplência. 

43% dos empresários estão otimistas com as vendas de natal

Pesquisa divulgada pela CDL Petrópolis aponta que quatro em cada dez comerciantes acredita num crescimento de vendas neste final de ano

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar uma pesquisa feita com empresários do varejo em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrando que para 43% dos comerciantes as vendas no período das festas de fim de ano devem ser melhores na comparação com 2017. Além desses, 32% dos empresários acreditam que as vendas se manterão no mesmo patamar e apenas 9% esperam um desempenho pior — uma queda de 12 pontos percentuais em relação a 2017. O número dos que não souberam responder cresceu 15%.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, como o natal é o período mais importante do ano para o varejo esse otimismo se justifica, embora a realidade econômica do país ainda seja preocupante.

– O comerciante é, por natureza, um otimista. Quando chega o final do ano então é preciso que esse otimismo contagie também o consumidor. Aí vale enfeitar a loja e criar todo um clima especial para essa época do ano. Essa pesquisa é muito animadora e só nos resta torcer e trabalhar muito para que essa expectativa otimista se transforme em realidade e esperarmos que em 2019 o país possa registrar uma recuperação econômica mais consistente, principalmente com a redução do desemprego para que o número de empresários animados com o próximo natal aumente – afirma Luiz Felipe.

A pesquisa mostra ainda que pouco menos da metade (46%) dos entrevistados se prepararam ou pretendem preparar a empresa para o Natal — um aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2017. Por outro lado, 44% afirmam não ter um plano especial para o seu comércio no fim de ano. Dentre os que se planejaram para o Natal e Ano Novo, as principais estratégias mencionadas são ampliação do estoque (50%), diversificação de produtos e serviços (34%) e investimento na infraestrutura da empresa (20%).

Em contrapartida, os empresários que não pretendem fazer alguma ação específica no período justificam que não enxergam necessidade de investir, sobretudo por não ver aumento significativo na demanda (45%). Além disso, 21% alegam falta de dinheiro e 9% estão desanimados com o resultado das vendas este ano.

Além de sondar as percepções do setor sobre as expectativas de vendas para o fim de ano, a pesquisa também investigou a intenção de contratar mão de obra para as festas de Natal e Ano Novo. O levantamento mostra que a expectativa de reação da economia ainda não reflete na criação de novos postos de trabalho no curto prazo. Apenas 20% dos comerciantes já contrataram ou irão contratar mão de obra extra para reforçar o quadro de trabalhadores nesse período – sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados.

A pesquisa ouviu 605 empresários e gestores responsáveis pela contratação de mão de obra de empresas do comércio varejista localizadas nas capitais e interior do país. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais a uma confiança de 95%.

Empresários apostam na Black Friday para aumentar as vendas

Pesquisa divulgada pela CDL Petrópolis aponta que mais da metade dos empresários pretende realizar promoções especiais, 32% investir na divulgação de sua empresa e 29% ampliar o estoque. Desconto médio deve girar em torno de 29%

Mesmo em meio a um cenário de incertezas na economia do país, a expectativa de parte dos empresários para a Black Friday brasileira deste ano é de bons resultados. Ao chegar a sua nona edição, se consolida como uma das principais datas para o varejo. Um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 11% das empresas pretendem aderir a Black Friday — percentual que sobe para 16% no setor de comércio. Desse total, 77% enxergam uma oportunidade para aumentar suas vendas e 19% em girar produtos em estoque.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, a data, que já é esperada pelos consumidores, tem ganhado cada vez mais importância junto ao varejo.

– A Black Friday é uma novidade no Brasil, mas a cada ano que passa mais empresários têm aderido e hoje já se pode dizer que se criou uma boa expectativa entre os consumidores. Nesses tempos de crise econômica, tem sido bem interessante para o setor a possibilidade de oferecer produtos com descontos o que ajuda a baixar os estoques e também ajuda, e muito, a divulgar a empresa, preparando-se assim para as vendas de natal – explica Luiz Felipe.

As principais estratégias de preparação que devem ser adotadas pelos empresários que participarão da Black Friday envolvem realização de promoções especiais (52%), investimento na divulgação de seu negócio (32%) e ampliação do estoque (29%). Para atrair os consumidores, o desconto médio a ser aplicado nos produtos ou serviços durante o período do evento será de 29%, sendo que 33% dos empresários prometem descontos que variam entre 31% e 50%.

Outro dado apontado pela pesquisa mostra que um em cada quatro (25%) empresários participantes do evento acredita que as vendas no Black Friday 2018 serão melhores em relação ao ano passado, enquanto 35% acham que serão iguais e apenas 10% avaliam que serão piores.

Ainda que a Black Friday seja tradicionalmente realizada na última sexta-feira de novembro, a apenas um mês das festas de final de ano, 26% dos empresários consideram que o evento é um indicativo de como serão vendas para o Natal — em maior medida no setor de comércio (29%).

Além disto, 47% acreditam que a Black Friday não interfere nas vendas de Natal, enquanto para 32% contribui para aumentar o faturamento e apenas 10% afirmam que há algum tipo de prejuízo.

Foram ouvidos 1.168 empresários de serviços e comércio varejista localizados nas capitais e no interior do país. A margem de erro é de 3,0 p.p. com um intervalo de confiança de 95%.

Banco do Brasil lança MPE Week

Iniciativa busca incentivar micro e pequenas empresas a fazer negócios através de ofertas especiais  para consumidores que serão divulgadas gratuitamente no site do Banco do Brasil entre 29.10 e 04.11

 

No mês da micro e pequena empresa o Banco do Brasil está querendo incentivar os empresários a fazer negócios oferecendo vantagens para os consumidores. Trata-se da MPE Week que vai oferecer produtos e serviços com vantagens especiais para os consumidores no período de 29.10 a 04.11.

Para as empresas participarem é muito simples e não precisa que elas sejam clientes do Banco do Brasil. Basta acessar até o dia 26.10 o site https://mpeweek.com.br , cadastrar uma oferta especial e o BB irá divulgar essa oferta para todo o Brasil. 

39% dos consumidores tiveram crédito negado em julho por dívidas anteriores não pagas

Na média, 19% dos brasileiros não puderam comprar a prazo, mas quase 40% foram impedidos por estarem negativados no SPC Brasil.

 

Em meio ao cenário de alta da inadimplência e de desemprego elevado, o consumidor brasileiro tem encontrado dificuldades para comprar a prazo. Dados do Indicador de Uso do Crédito apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que em cada dez brasileiros, dois (19%) tiveram crédito negado ao tentarem parcelar uma compra, o percentual é ligeiramente acima dos 17% observados em junho. De acordo com os entrevistados, a restrição do CPF em virtude do não pagamento de contas foi a principal razão para a negativa (39%), seguida de renda insuficiente (18%) e falta de comprovação de renda (12%).

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, o alto índice de consumidores com restrição no SPC Brasil é um reflexo desses dias difíceis e preocupa o varejo.

– Nós vemos esses números com muita apreensão, porque eles refletem uma situação muito difícil da nossa economia que, em minha opinião, já demora tempo demais para ser, pelo menos, amenizada. É lamentável constatar que em julho quase 40% dos consumidores ficaram de fora do mercado porque não conseguem acertar suas dívidas anteriores. Com isso, o comércio vendeu menos, a indústria produziu menos, mais empregos se perderam e o país continuou estagnado – aponta Luiz Felipe.

O presidente da CDL Petrópolis lembra ainda que, nesses tempos difíceis, o fato do sistema de informação de crédito do SPC Brasil, que a entidade disponibiliza para seus associados, ter conseguido detectar quase 40% de devedores que foram impedidos de contrair novas dívidas é muito significativo no que se refere à proteção do varejo contra a inadimplência.

O levantamento mostra ainda que a contratação de empréstimos ou de financiamentos também é um entrave na avaliação dos consumidores. Metade (50%) dos entrevistados considera difícil a sua contratação, sendo que o percentual aumenta para 55% dos consumidores que ganham até cinco salários mínimos.

O estado das finanças do consumidor colabora para esse comportamento cauteloso por parte dos credores. Apenas 13% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul – ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (46%) admite estar no ‘zero a zero’, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 35% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas com a renda que possuem.

As condições pouco propícias ao crédito fizeram com que a maior parte (56%) dos brasileiros não recorresse a nenhuma modalidade no mês de julho. Ainda assim, cresceu a parcela dos que conseguiram contratar algum tipo de crédito, passando de 40% em junho para 44% em julho. O cartão de crédito, que é uma linha pré-aprovada, liderou o ranking como a modalidade mais utilizada no período, mencionado por 38% dos consumidores. O crediário apareceu em segundo lugar, com apenas 10% de citações, seguido do cheque especial (7%), empréstimos (5%) e financiamentos (4%).

A pesquisa abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Dinheiro extra do PIS/PASEP será usado para pagar dividas

Pesquisa da CNDL/SPC Brasil aponta que 45% dos brasileiros que têm direito a sacar as cotas do PIS/PASEP pretende usar os recursos para quitar dívidas em atraso

 

Os recursos do fundo PIS/PASEP, cujos novos saques estão liberados para trabalhadores de todas as idades desde o dia 14/08, devem ajudar muitos brasileiros a sair do sufoco financeiro. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito aponta que 45% dos cotistas devem utilizar os recursos para pagar dívidas em atraso – o percentual sobe para 57% considerando apenas os consumidores das classes C, D e E.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza,  a iniciativa de liberar esses recursos é muito bem vista pelos varejistas porque, além de injetar recursos na economia, pode ajudar muitos consumidores a recuperar o crédito.

– Nesse momento de dificuldade que a economia atravessa, a injeção desses recursos extras no mercado, quase R$ 40 bilhões,  é muito bem vinda e como esse levantamento do SPC Brasil demonstrou, esse dinheiro inesperado será usado por quase metade dos beneficiários para quitar dívidas em atraso o que é muito positivo porque reduzirá a inadimplência, ao mesmo tempo em que pode recolocar esses consumidores no mercado – aponta Luiz Felipe.

Em segundo lugar,  o dinheiro extra será usado para investimentos, com 30% de citações. Há ainda 30% de entrevistados que devem pagar despesas do dia a dia com o saldo disponível e 15% que anteciparão o pagamento de contas não atrasadas, como prestações da casa, do carro ou crediário, por exemplo. Outros 9% de entrevistados vão usar o dinheiro para adquirir roupas e calçados.

Tem direito a sacar recursos, os trabalhadores de empresas públicas e privadas que contribuíram para o PIS ou para o PASEP entre os anos de 1971 e 1988 e que não tenham resgatado o saldo. Ao todo, aproximadamente 28,75 milhões de cidadãos brasileiros têm direito ao saldo das contas, o que deve totalizar uma injeção de R$ 39,52 bilhões na economia, segundo dados oficiais do governo.

De acordo com a pesquisa, 14% dos brasileiros ainda não sabem se têm direito ou não ao recebimento do benefício e 10% desconheciam a informação de que o governo havia liberado os saques.

A pesquisa foi realizada em 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Comerciantes festejam seu dia com novos desafios

Comemorado nesta segunda-feira 16 de julho, o Dia do Comerciante é propicio para refletir sobre o momento atual do varejo brasileiro, aponta presidente da CDL Petrópolis

 

Crise econômica, aumento da inadimplência, incremento do comércio virtual, clientes mais exigentes e busca constante de um diferencial na hora de oferecer bens e serviços são só alguns dos desafios que os novos tempos trazem para os empresários do comércio.

Nesta segunda-feira, 16 de julho, comemora-se o Dia do Comerciante e, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, é preciso que a categoria reflita sobre algumas questões para que essa atividade econômica tão importante se mantenha cada vez mais atuante.

– Ser comerciante significa ter disposição para enfrentar desafios. Cada vez que as portas das nossas lojas são abertas a incerteza é nossa constante parceira. Não sabemos se teremos clientes, se os clientes vão gostar das mercadorias que oferecemos, se os preços estarão adequados à realidade econômica do momento e, muitas vezes, não temos certeza se receberemos por aquilo que vendemos a prazo. Mas, apesar de tudo isso, ser comerciante é também ser criativo para vencer as crises, acompanhar a modernidade e, acima de tudo, manter um relacionamento de confiança e cordialidade com os consumidores, nossa razão de existir – afirma Luiz Felipe.

O presidente da CDL Petrópolis lembra ainda que a entidade, há mais de 50 anos atua como parceira dos empresários, moderniza-se e além dos serviços de informações de crédito que contribuem no combate à inadimplência do setor hoje oferece vários produtos que auxiliam na gestão das empresas comerciais, também oferece convênios que vão desde planos de saúde até protesto sem custas iniciais, passando pelas parcerias com universidades e fornecimento de certificado digital.

– Se o comerciante tem muitos desafios a enfrentar no seu dia a dia, tem também uma grande parceira na CDL Petrópolis que atua tanto em favor do empresariado como também está presente na vida da comunidade petropolitana, destacando-se como uma das mais importantes entidades da sociedade civil organizada – conclui Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza.

Vendas a prazo crescem 1,63% no Dia dos Namorados

Dados do SPC Brasil e da CNDL apontam a primeira alta para essa data em cinco anos, ainda que o crescimento seja tímido.

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontando que as vendas parceladas no Dia dos Namorados deste ano cresceram 1,63% na comparação com o mesmo período do ano passado, sinalizando uma leve alta após anos seguidos de resultados no vermelho. Essa é a terceira data comemorativa do ano em que as vendas a prazo apresentam crescimento: na Páscoa a variação positiva havia sido de 3,24% e no Dia das Mães, de 2,86%.

Segundo o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, é importante para o setor que as vendas venham apresentando resultados positivos em datas comemorativas, ainda que timidamente.

– Todos nós temos consciência dos tempos difíceis que o comércio tem atravessado, mas é significativo também que os dados das vendas a prazo se mantenham em crescimento, ainda que os números sejam pouco expressivos. Na minha opinião, esses resultados apontam uma tendência de recuperação, ainda que lenta – afirma Luiz Felipe.

Desde 2011 o ritmo do comércio para o Dia dos Namorados vinha desacelerando ano após ano, sendo que nos últimos quatro anos as vendas registram resultado negativo. Em períodos anteriores, as variações foram de -9,61% (2017), -15,23% (2016), -7,82% (2015), -8,63% (2014), +7,72% (2013), +9,08% (2012), +10,80% (2011) e +7,23% (2010).

Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil, os presentes mais procurados seriam roupas (41%), perfumes ou cosméticos (34%), calçados (22%) e jantares (18%) e o gasto médio com presentes de quase R$ 167.

O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, na semana anterior ao Dia dos Namorados.

Três em cada dez brasileiros ainda utilizam crediário, revela estudo divulgado pela CDL Petrópolis

Entre as vantagens apontadas pelos entrevistados estão a possibilidade de parcelar gastos e fazer compras mesmo sem dinheiro. Para lojistas, fidelização do cliente também é um fator importante

Apesar de o cartão ser a modalidade de crédito mais utilizada pelo consumidor, o crediário ainda é adotado por uma parcela significativa da população brasileira. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que três em cada dez consumidores (27%) utilizaram o crediário para fazer algum tipo de compra no último ano — seja por meio dos cartões de loja ou dos populares carnês e boletos. O levantamento também revela que as mulheres são as que mais recorrem a este tipo de modalidade (31%), além das classes C,D e E (27%).

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, a venda através do popular carnê é boa para lojistas e consumidores, desde que sejam adotadas algumas práticas de prevenção.

– Eu sempre vendi pelo crediário e acho muito importante para o empresário, primeiramente para fidelizar o cliente que todo mês volta à loja para pagar o carnê e pode até comprar mais, sem falar que nesse tipo de venda a prazo não incidem taxas para o lojista, como na venda por cartão de crédito ou débito. Já o consumidor encontra menos burocracia e mais flexibilidade. Porém, tanto o lojista quanto o consumidor precisam se precaver. Quem vende, deve consultar os sistemas de informação que a CDL Petrópolis oferece para se prevenir da inadimplência, assim como o consumidor precisa controlar muito bem suas dívidas, para não comprometer seu orçamento – explica Luiz Felipe.

Para 26% das pessoas ouvidas pelo estudo — e que utilizaram essa forma de pagamento nos últimos doze meses —, o crediário é uma boa opção de pagamento porque permite o parcelamento das compras. Outros 22% enxergam a vantagem de poder fazer compras mesmo sem ter dinheiro e 21% buscam mais prazo para pagar.

Outro dado aponta que, nos últimos 12 meses, 20% utilizaram o crediário menos de três vezes ao ano, enquanto 18%, três vezes ao mês. Embora o uso do crediário esteja restrito a minoria dos consumidores brasileiros, o público que contrata um cartão de loja ou o popular carnê ainda utiliza com frequência essa modalidade de pagamento.

Considerando os que recorreram a essa modalidade no período, 56% afirmaram ter algum crediário em aberto. Entre aqueles que souberam informar quantos crediários possuem atualmente, a média é de dois por pessoa.

Ainda entre os que compraram com carnê, boleto ou cartão da loja, 39% disseram que recorreram ao crediário por não ter condições de realizar a compra pagando à vista, em dinheiro. Já 17% aderiram a essa forma de pagamento porque não tinham limite no cartão de crédito, 13% em razão da  pouca burocracia e 11% para fazer mais compras.

Considerando a quantidade de parcelas da última compra no crediário, o estudo mostra que as pessoas ouvidas optaram por dividir em uma média de seis vezes. Já entre aqueles que têm alguma parcela pendente de pagamento no momento, 11% sinalizaram que estão com uma média de três prestações em atraso.

Quando o assunto é inadimplência, no entanto, ainda há um histórico considerável de pessoas registradas em órgãos de restrição ao crédito entre os entrevistados: 58% responderam já ter ficado com nome sujo por falta de pagamento de parcelas do crediário. Destes, 33% regularizaram sua situação e 25% ainda estão negativados. Em contrapartida, 41% nunca ficaram com nome sujo por esse motivo.

Foram entrevistados 910 consumidores no mês de março, nas 27 capitais brasileiras, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para uma confiança de 95%.

Dia das mães deve movimentar R$ 17 bilhões no comércio

Estimativa do SPC Brasil e CNDL é que 111,5 milhões de pessoas comprem presentes nessa data, com gasto médio de R$ 153.

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar um levantamento sobre a expectativa de vendas na segunda data comemorativa mais importante para o varejo em faturamento, o Dia das Mães. Segundo a pesquisa, 74% dos brasileiros devem fazer ao menos uma compra no período. Segundo estimativas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aproximadamente 111,5 milhões de brasileiros devem presentear alguém neste Dia das Mães,  injetando cerca de 17,05 bilhões de reais na economia.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, esses números se explicam pelo apelo emocional dessa data.

– É o nosso segundo natal. E nesse cenário de crise econômica, o dia das mães pode trazer um alento para o comércio, embora o setor sempre se mantenha de pés no chão, sabendo que existem muitos fatores capazes de influenciar na decisão de compra, quando o dinheiro está curto. Mas, de qualquer forma, o consumidor não deixa essa data passar em branco e é isso que os números dessa pesquisa revelam – explica Luiz Felipe.

Por conta disso, embora o percentual de consumidores que devem ir às compras seja elevado, a maior parte dos compradores está receosa para aumentar gastos na comparação com o ano passado, procurando manter o orçamento livre de dívidas. 19% dos consumidores entrevistados disseram que têm a intenção de desembolsar mais com os presentes. A maior parte, no entanto (36%), planeja gastar a mesma quantia que em 2017, enquanto 18% pensam em diminuir.

Entre os que pretendem gastar mais, as principais razões são comprar um presente melhor (58%), ter melhorado sua renda melhor este ano (33%) e acreditar que os presentes estão mais caros (29%). Já entre os que pretendem gastar menos, o fato de estar com o orçamento apertado (48%), querer economizar (27%) e estar desempregado (26%) são os principais motivos.

O pagamento à vista será o meio mais utilizado pelos consumidores, sendo que em 53% dos casos as compras serão em dinheiro e em 24%, no cartão de débito. O cartão de crédito parcelado será usado por 28% dos entrevistados. Entre os que dividirão as compras, a média é de quatro prestações por entrevistado.

De acordo com o levantamento, a maioria (44%) dos consumidores deve comprar apenas um único presente. Somente 8% dos entrevistados disseram que iriam comprar quatro ou mais itens.

Considerando a soma de todos os presentes adquiridos, o gasto médio do brasileiro no Dia das Mães deve ser de R$ 152,98. No entanto, praticamente um terço dos entrevistados (34%) está indeciso e ainda não sabe ou não decidiu o valor que pretende desembolsar este ano.

A maioria (59%) dos consumidores ouvidos pela pesquisa acredita que os produtos estão mais caros do que em 2017. Por outro lado, 38% consideram que os presentes estão na mesma faixa de preço e somente 2% acreditam que os produtos estão mais baratos.

Neste ano, os presentes mais procurados serão as roupas (42%), perfumes (36%), calçados (23%) e cosméticos (21%). Questionados sobre o principal fator que os entrevistados levam em consideração na hora de escolher o produto, 27% elegeram a qualidade do presente, 21% priorizam o perfil da presenteada, 16% o desejo da presenteada e 13% o preço do presente. A própria mãe (79%) será a mais presenteada, como também as esposas (23%) e as sogras (19%).

Perguntados se pretendem fazer pesquisa de preço antes de irem às compras, a maioria dos entrevistados (80%) afirma que sim, já 14% não pretendem, seja porque vão comprar nos estabelecimentos que já têm costume (6%), por gostarem de comprar o que veem e agrada (6%) ou por não terem tempo (2%).

A pesquisa foi realizada através de entrevistas com 767 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar presentes no Dia das Mães. Em seguida, continuaram a responder o questionário 602 casos, que tinham a intenção de comprar presente no Dia das Mães este ano. As margens de erro, respectivamente, são de 3,5 pontos percentuais e 4,0 p.p. para um intervalo de confiança a 95%.