35% dos inadimplentes buscam acordo para quitar as dívidas

Pesquisa divulgada pela CDL Petrópolis ratifica que iniciativas como a do
Feirão Limpa Nome são de grande valia para os consumidores

 

Uma pesquisa feita em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que entre os consumidores inadimplentes que pretendem regularizar sua situação pelos próximos três meses, 35% querem tentar um acordo com o credor para parcelar o valor do débito. No total, 55% dos consumidores com contas atrasadas acreditam que terão condições de regularizar as dívidas, sendo que 35% pretendem pagar integralmente e 16% parcialmente. Por outro lado, 45% dos inadimplentes não se veem em condições financeiras de quitar suas dívidas nos próximos três meses.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, se por um lado a pesquisa aponta números preocupantes como o fato de 45% dos devedores não terem condições de pagar suas dívidas em médio prazo, por outro, aponta que a negociação é a melhor estratégia.

– Nós da CDL Petrópolis apoiamos o Feirão Limpa Nome do Procon porque acreditamos que é fundamental negociar e a grande procura dos consumidores mostra que as pessoas querem regularizar sua situação e recuperar o poder de compra através de acordo. Por isso, minha empresa está lá, presente, assim como as de outros diretores e associados da CDL, além do apoio da entidade fornecendo na hora e de forma gratuita as informações verbais sobre a situação do consumidor junto ao SPC Brasil – afirma Luiz Felipe.

A pesquisa revela que fazer cortes no orçamento é a segunda alternativa mais citada pelos inadimplentes que planejam regularizar suas dívidas (28%), inclusive com um aumento de nove pontos percentuais na comparação com o ano passado.

A terceira estratégia mais citada é recorrer a um bico ou trabalho extra (24%), seguida daqueles que esperam contar com o pagamento de empréstimos feitos a terceiros (12%). Outras opções que cresceram em um ano são vender um bem (9%) e substituir a dívida por um empréstimo que cobra juros mais baixos (4%).

Na avaliação dos entrevistados, os principais empecilhos para quitar as dívidas em atraso e colocar a vida financeira em ordem são: não saber de onde tirar dinheiro para pagar as dívidas (28%), o fato de estarem desempregados (23%) e a queda na renda (20%).

A pesquisa ainda revela que a escala de prioridades do consumidor é encabeçada pelas despesas consideradas mais importantes para a vida diária. Os compromissos financeiros que os inadimplentes mais pagam em dia são o aluguel (84%), plano de saúde (82%) e condomínio (78%). Outras contas que os inadimplentes têm procurado manter quitadas na maior parte das vezes são as com TV por assinatura e internet (73%) e também contas de água e luz (72%).

Os empréstimos em bancos ou financeiras (69%), os crediários em lojas (68%) e as faturas atrasadas de cartão de crédito (67%) despontam como os tipos de contas que mais deixaram os inadimplentes com o ‘nome sujo’. Há ainda 52% de pessoas que ficaram nessa situação após entrarem no cheque-especial ou por atrasarem o pagamento do financiamento de automóvel.

A análise socioeconômica da pesquisa revela que a concentração de inadimplentes no Brasil é expressivamente maior entre os brasileiros das classes C, D e E (94%), sendo que em média, cada inadimplente recebe R$ 2.335,32 por mês. Além disso, oito em cada dez (79%) brasileiros com contas em atraso ganham no máximo três salários mínimos.

No geral, 58% dos inadimplentes no Brasil são mulheres, ao passo que 42% homens. A idade média é de 38 anos e tendo em sua maioria, mais de três pessoas morando na mesma casa, predominantemente na região Sudeste (46%) e Nordeste (24%). Outra constatação é que 80% dos inadimplentes têm no máximo o ensino médio completo e outros 20% concluíram ou estão cursando o ensino superior.

A pesquisa ouviu 600 consumidores com contas em atraso há mais de três meses acima de 18 anos, de ambos os gêneros, de todas as classes sociais e que residem nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos a um intervalo de confiança de 95%.

Pesquisa aponta que 37% dos inadimplentes devem até R$ 500

CDL Petrópolis divulga indicador CNDL/SPC Brasil e acredita que o Feirão Limpa Nome pode ajudar esses consumidores a regularizarem sua situação na cidade

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis informa que os dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que um percentual relevante de pessoas que estão com contas em atraso deve quantias que não chegam a quatro dígitos. Em cada dez consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes, quatro (37%) devem até R$ 500 e a maioria dos inadimplentes brasileiros (53%) possui dívidas que somadas não ultrapassam R$ 1.000. Outros 20% devem algum valor entre R$ 1.000 e R$ 2.500, ao passo que 16% devem entre R$ 2.500 e R$ 7.500. Já as dívidas acima de R$ 7.500 são objeto de preocupação de 10% das pessoas que estão negativadas no Brasil. De acordo com o levantamento, cada consumidor inadimplente tem, no geral, duas dívidas em aberto.

Segundo o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, esses dados são muito significativos e podem ajudar, especialmente em Petrópolis, por conta do Feirão Limpa Nome que o Procon local promove de 26 a 30 de agosto, os consumidores a recuperarem seu crédito.

– Essa pesquisa mostra ao mesmo tempo um dado triste, reflexo da nossa crise econômica, já que a maioria das pessoas não está conseguindo pagar dividas de valores menores, mas também aponta para uma esperança já que aqui na cidade teremos esse feirão limpa nome, dessa vez com a participação da CDL Petrópolis, e as condições de negociação podem ser decisivas para que esses consumidores possam regularizar sua situação e recuperar poder de compra, o que é bom para todos – explica Luiz Felipe.

As dívidas relativamente baixas podem ter relação com o tipo de conta que o brasileiro tem deixado atrasar. De acordo com o indicador, considerando somente as contas de serviços básicos como água e luz, houve um crescimento de 16,03% no volume de atrasos em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em segundo lugar aparecem as dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos, que avançaram 2,25% na mesma base de comparação.

Embora os atrasos com serviços básicos para o funcionamento da casa tenham crescido mais no mês de julho, a maior parte (53%) das dívidas em aberto no Brasil tem alguma instituição financeira como credor. Já o comércio responde por uma fatia de 17% do total de dívidas, enquanto o setor de comunicação por 11% e as contas de água e luz completam o ranking com 10%.

De modo geral, o volume de consumidores com contas em atraso e registrados em lista de inadimplentes continua crescendo: avanço de 1,73% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ainda assim, houve uma desaceleração, pois em julho de 2018, a alta havia sido de 4,31%. O dado observado em julho é o segundo menor desde 2011, início da série histórica.

Mesmo crescendo a patamares mais modestos, o estoque de brasileiros com o ‘nome sujo’ ainda é elevado no país: estimativa de abril deste ano mostra que aproximadamente 40% da população adulta está inscrita em lista de inadimplentes, enfrentando problemas para comprar a crédito, obter empréstimos, financiamentos ou obter aprovação de cartão de crédito, por exemplo.

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

CDL Petrópolis alerta sobre lei estadual que proíbe sacolas plásticas

Lei passa a valer já no próximo dia 26 de junho para empresas comuns e no final de 2019 para as empresas de pequeno porte

 

         A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis reuniu na última segunda-feira, 17.06, empresários associados do setor de supermercados para uma conversa a respeito da Lei Estadual 8006/18 que restringiu o uso de sacolas plásticas no comércio. Para explicar os efeitos da nova norma legal, estiveram presentes os advogados empresariais João Ricardo Ayres da Motta e Fernando Henrique Ferreira de Souza, do escritório Ayres da Motta Advogados que esclareceram as dúvidas dos empresários.

Para o presidente da CDL Petrópolis Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza é sempre importante que os empresários estejam atentos às mudanças na legislação para se adequarem da melhor forma possível.

– A CDL Petrópolis existe para isso mesmo, para ajudar o empresário nas questões do cotidiano do seu negócio. E graças à gentileza do escritório Ayres da Motta Advogados, que é também nosso associado, pudemos prestar esse serviço de grande utilidade para os comerciantes que utilizam as sacolas plásticas e já podem buscar as soluções para se adequarem à legislação – explicou Luis Felipe.

De um modo geral a Lei 8006/18 determina que os estabelecimentos comerciais não podem mais fornecer sacolas plásticas que não sejam biodegradáveis. Mesmo essas sacolas permitidas precisam atender a certas exigências como, por exemplo, terem resistência mínima de 4, 7 ou 10 kgs e podem ser vendidas pelos estabelecimentos, porém, no máximo, ao preço de custo.

A proibição de uso das sacolas plásticas se aplica inclusive àquelas utilizadas pelos supermercados para que o consumidor acondicione frutas e legumes. As micro empresas e empresas de pequeno porte têm até o final do ano para se adequarem ao que determina a lei, as demais já estão proibidas de utilizar as sacolas plásticas descartáveis compostas por polietilenos, polipropilenos ou similares, já a partir do dia 26 de junho, quando a lei completa um ano da sua promulgação. É importante frisar que a lei se aplica a todos os estabelecimentos comerciais e não apenas aos supermercados.

CDL Petrópolis vê com otimismo MP que garante liberdade para horário de funcionamento do comércio

Medida provisória assinada no último dia 30 retira as restrições à abertura dos estabelecimentos comerciais e outras atividades econômicas

  

O presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza vê com bons olhos a edição da Medida Provisória 881/2019  chamada de MP da Liberdade Econômica que, entre outras determinações, permite o funcionamento do comércio e de outras atividades econômicas em qualquer dia ou horário da semana, limitando-se apenas às normas referentes ao sossego público e a possíveis restrições estabelecidas por condomínios. Para o presidente da CDL Petrópolis, a MP é especialmente benéfica para o comércio da cidade.

– O turismo é a principal vocação do município e o comércio sempre lutou para ter o direito de funcionar livremente aos domingos e feriados quando a cidade recebe, naturalmente, um número maior de visitantes. É verdade que os sindicatos têm firmado acordos ao longo dos anos para flexibilizar o horário, mas agora surge essa regra geral e ampla que nos beneficia automaticamente. Como a MP deixa claro que a legislação trabalhista precisa ser observada, acredito que não haverá abusos e que nesses tempos de crise econômica o comercio poderá encontrar um alento – afirma Luiz Felipe.

O objetivo da Medida Provisória, segundo o governo federal, é liberar as atividades econômicas de regras restritivas para que seja garantido o livre exercício da atividade econômica propiciando assim condições favoráveis à geração de emprego e renda e à garantia do livre mercado.

A MP entra em vigor imediatamente, mas deverá ser submetida à aprovação da Câmara e do Senado. Segundo o Governo Federal, enquanto a MP estiver em vigor, toda legislação federal, estadual ou municipal, assim como os acordos e convenções trabalhistas  que estiverem contrárias ao que determina o texto da Medida Provisória estão revogados.

Vendas a prazo no Dia das Mães têm crescimento tímido

Segundo levantamento da CNDL/SPC Brasil as consultas para vendas a crédito subiram apenas 0,11% na semana anterior ao dia das mães

 

Um resultado modesto que espelha a lenta recuperação da economia e frustrou a expectativa de um crescimento mais vigoroso do varejo para o Dia das Mães de 2019. É dessa forma que os analistas do setor avaliam o resultado de um levantamento realizado pela Confederação Nacional das CDLs e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) na semana anterior à segunda melhor data para o comércio brasileiro e que apontou uma pequena alta de 0,11% na comparação com o mesmo período do ano passado nas consultas de CPFs para compras a prazo.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, embora as pesquisas do setor apontassem que em 2019 65% dos consumidores planejassem comprar seus presentes à vista, um crescimento de apenas 0,11% nas vendas a prazo preocupa.

– Datas como o Natal e o Dia das Mães sempre animam o setor, por mais que estejamos cientes das dificuldades econômicas do Brasil, mas um resultado tão tímido como esse nos preocupa, sem dúvidas. Afinal de contas, esse levantamento mostra que os consumidores estão deixando de lado os presentes mais caros, que justificariam um parcelamento, seja porque preferem economizar ou porque já estejam inadimplentes – analisa Luiz Felipe.

Um dado positivo revelado pelo levantamento é que pelo segundo ano consecutivo o número de consultas ao sistema para compras apresentou um viés de alta. Em 2018, as vendas haviam crescido 4,36%, após acumularem três anos consecutivos de queda: -0,91% (2017), -10,88% (2016) e -2,82% (2015), respectivamente.

O Indicador de Vendas a prazo em datas comemorativas é construído a partir das consultas de CPFs feitas nas bases de dados que o SPC Brasil tem acesso. As consultas de CPF indicam a intenção de compra a prazo do consumidor e podem resultar, ou não, na efetivação da venda. Para a construção do Indicador, consideram-se apenas as consultas feitas pelo setor de Comércio Varejista nos sete dias anteriores ao domingo de Dia das Mães, sem considerar o domingo de fato.

CDL Petrópolis explica o que muda para o consumidor com a desburocratização do Cadastro Positivo

Nova lei visa tornar o acesso ao crédito mais fácil e com juros menores para consumidores e empresas que honram seus compromissos financeiros.

Com a publicação no Diário Oficial da União da lei que desburocratiza as regras do Cadastro Positivo (Lei Complementar 166), começam a contar os prazos para o novo modelo entrar em operação. Pelos próximos 90 dias, haverá uma campanha de comunicação para conscientizar os consumidores sobre as novas regras. Já as informações do banco de dados estarão disponibilizadas para o mercado de crédito daqui a 150 dias.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, a inclusão automática de todos os consumidores no Cadastro Positivo representa um avanço muito significativo nos procedimentos de análise e concessão de crédito no Brasil.

– Na minha opinião,  o mais importante é a possibilidade de ampliar o universo para que as empresas e instituições financeiras possam analisar um pedido de concessão de crédito. Não estaremos mais apenas considerando as informações restritivas. Isto é, mais do que sabermos quem está com o “nome sujo”, saberemos quem está com o “nome limpo” e esse bom pagador pode sim ser premiado com juros menores ou condições diferenciadas para o seu crédito. Eu penso que isso é muito bom para a economia brasileira – avalia Luiz Felipe.

Diferentemente do Cadastro Negativo, que aponta somente a situação atual de restrição ao crédito, o Cadastro Positivo é um banco de dados que apresenta o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores. Trata-se de um serviço gratuito em que todos têm direito de participar. Sua finalidade é possibilitar aos consumidores acesso ao crédito com mais facilidade e juros menores (de acordo com a análise das empresas credoras), pois com seu histórico de pagamento disponível, eles conseguirão dar mais insumo às empresas no momento da análise de crédito.

A principal mudança prevista na Lei Complementar 166 refere-se ao formato de entrada dos consumidores no Cadastro Positivo. Com o novo modelo, todos os consumidores passam a participar automaticamente do banco de dados. Mas os consumidores não são obrigados a permanecer na base do Cadastro Positivo e podem pedir a exclusão de seus dados, de forma gratuita, a qualquer momento. Assim como podem voltar quando quiserem.

É importante frisar que todas as regras e benefícios direcionados aos consumidores pessoas físicos também devem ser considerados para as empresas, pois todas têm algum tipo de relacionamento comercial com fornecedores e clientes e, portanto, também terão um histórico de pagamentos.

O score de crédito é resultado da análise estatística dos hábitos de pagamento do consumidor, do seu relacionamento com o mercado e de seus dados cadastrais. O peso de cada uma dessas informações é definido de acordo com um estudo do comportamento histórico de grupos de indivíduos com características financeiras parecidas. Desse modo, estatisticamente, é possível comparar as características de um consumidor específico com outros do mesmo grupo para o cálculo da nota do score.

CDL alerta para o golpe da máquina de cartão de crédito

Fraude gera grandes prejuízos no comércio, acontece em várias cidades e se dá graças à desatenção do lojista ou de seus colaboradores.

 

As vendas com cartão de crédito ou débito são cada vez mais comuns no varejo brasileiro. Fechada a venda, o consumidor entrega um cartão ao lojista ou ao seu funcionário. Este  o insere numa máquina que, em muitos estabelecimentos, é entregue nas mãos do consumidor para que ele digite a senha.

Esse procedimento normal, corriqueiro, pode ser o início de uma fraude capaz de provocar grandes prejuízos ao comércio, isso porque golpistas estão distraindo lojistas e colaboradores nessa hora para que possam trocar a máquina da loja por outra dos fraudadores fazendo com que, a partir de então, todas as vendas daquele estabelecimento passem a ser creditadas na conta dos golpistas.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, faz um alerta aos comerciantes.

– Parece incrível que a criatividade dos criminosos tenha chegado a tanto, mas a verdade é que esse golpe vem sendo aplicado há tempos em várias cidades do Brasil e ele só é possível graças à desatenção, seja porque o movimento da loja é grande naquele dia, seja porque outros membros da quadrilha distraem a atenção de quem está fechando a venda. Por isso, a CDL Petrópolis resolveu lembrar aos lojistas de que todo cuidado é pouco para que novos casos não ocorram – afirma Luiz Felipe.

O grande alvo dos golpistas são as empresas que possuem mais de uma máquina de cartão sem fio, sendo que os postos de combustível são muito vulneráveis, inclusive pela grande movimentação, além do fato de que em muitos casos a máquina é entregue na mão do consumidor que muitas vezes nem sai do carro.

Para que o golpe dê certo é preciso distrair o lojista ou funcionário, seja numa conversa amigável informal ou fazendo algum pedido. Isso é preciso para que a pessoa ou algum comparsa possa trocar a máquina da loja por uma que ele traz consigo sem que ninguém perceba.

Em alguns casos os fraudadores passam a compra na máquina deles ou, para serem mais rápidos, informam que houve um problema com o cartão e pagam em dinheiro, sempre deixando o equipamento falso na loja.

Assim a loja vai usar a máquina falsa e tudo que for vendido a partir de então será direcionado para a conta dos golpistas e isso pode significar um grande prejuízo caso o lojista não esteja atento aos dados impressos nos seus comprovantes e não tenha um controle rigoroso das suas vendas com cartão.

Por isso o alvo preferencial dos fraudadores são as lojas com mais de uma máquina de cartão porque a “queda no faturamento” não chamará atenção tão rapidamente como na loja que só tem uma máquina já que, nesse caso, o lojista vai perceber mais depressa que suas vendas com cartão não estão sendo creditadas.

As contas para onde são direcionados os créditos das vendas registradas nas máquinas falsas geralmente estão em nome de “laranjas” e, em alguns casos, para não correrem o risco de bloqueios nas contas por parte dos bancos, os golpistas solicitam antecipação dos recebíveis e sacam rapidamente os valores.

Outra modalidade de golpe com as maquinas de cartão de crédito consiste na visita de falsos técnicos trazendo equipamentos para serem substituídos. Por isso, é importante ficar atento a manutenções não solicitadas checando sempre a identidade dos técnicos e ligando para as empresas fornecedoras dos equipamentos.

Atenção e cuidado são as melhores armas para se proteger desses golpes. Atenção à maquina de cartão de crédito na hora em que o cliente estiver digitando a senha e cuidado para que o equipamento não fique em local de fácil acesso a pessoas estranhas. Outra medida eficaz é colocar alguma marca identificadora nas máquinas,  além de manter uma rotina de conferência regular das vendas com cartão, nem que seja a simples checagem do número do CNPJ nos comprovantes das vendas do dia.

Crise econômica muda hábitos de consumo dos brasileiros

CDL Petrópolis divulga pesquisa mostrando que 79% dos brasileiros estão controlando despesas, reduzindo as contas básicas e até pesquisando os preços antes de consumirem.

 

Diante de um cenário econômico desfavorável, boa parte das famílias passou a administrar melhor o orçamento e, consequentemente, criaram uma relação mais saudável com o dinheiro. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). De acordo com o estudo, oito em cada dez (79%) brasileiros mudaram seus hábitos no dia a dia e entre as medidas adotadas, destaca-se a pesquisa de preços (59%) antes da aquisição de algum produto — percentual que chega a 68% nas classes A e B.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, embora o motivador dessa mudança de hábitos tenha sido a crise econômica é muito positivo que os brasileiros estejam mais conscientes dos seus gastos.

– É claro que o empresariado quer vender, mas de nada adianta vender se o consumidor compromete seu orçamento com dívidas que não poderá honrar. Essa pesquisa da CNDL mostra que de todas as coisas ruins que a crise econômica nos trouxe, existe pelo menos um ponto a se louvar que é essa mudança de hábito dos brasileiros, agora mais preocupados com o planejamento de seus gastos e até pesquisando preços o que, em minha opinião, é muito saudável para o mercado porque estimula a concorrência – avalia Luiz Felipe.

A pesquisa aponta ainda que 56% passaram a limitar gastos com lazer e 55% a controlar despesas pessoais. O aperto financeiro também fez com que muitas pessoas encontrassem alternativas para economizar. Mais da metade (54%) dos entrevistados procurou reduzir o consumo de luz, água e telefone, de olho no valor da conta. Outros 53% passaram a ficar atentos às promoções em busca de preços menores, enquanto 46% substituíram produtos por marcas similares mais baratas e 42% admitem ter incorporado em sua rotina a prática de pechinchar.

As mudanças no padrão de vida para driblar os momentos de dificuldades acabaram causando impactos emocionais nos brasileiros, que viram seu poder de compra ser afetado. Para 32% dos entrevistados, a vontade de ter algo e não poder tem provocado uma sensação de impotência. Já 26% mostram-se constrangidos por não conseguir dar à família o que deseja e 25% demonstram frustração por deixar de comprar certos produtos que gostam. Em contrapartida, uma parcela considerável (37%) se diz satisfeita por manter, ao menos, os gastos essenciais e outra aliviada (33%) por não estourar o orçamento.

O levantamento quis saber ainda se o novo comportamento dos brasileiros deve se manter diante das perspectivas de recuperação da economia. Considerando um cenário mais favorável para 2019, com a retomada dos empregos e o acesso ao crédito, os dados indicam que a maioria pretende continuar com os mesmos hábitos adquiridos na crise. O principal item apontado é a economia de luz, água e telefone, mencionado por 71% dos entrevistados.

Entre outras práticas citadas estão a troca de produtos por outros de marca mais em conta (68%), atenção às promoções para obter menor preço (67%) e até cortar ou reduzir o valor pago com serviços por assinatura (65%) — TV ou internet, por exemplo. Há ainda aqueles dispostos a aumentar a frequência com que poupam, de pelo menos parte dos rendimentos (47%), e pechinchar ou pedir desconto nas compras (33%).

Por outro lado, parte dos entrevistados reconhece que pode vir a deixar de lado atitudes adquiridas com a crise, tão logo a situação volte a melhorar, como reduzir gastos com lazer (16%), evitar parcelamentos muito longos (15%) e resistir a itens de alimentação supérfluos (11%). A razão mais citada para esse comportamento é o fato de retomar o estilo de vida que se tinha nos momentos de bonança da economia (42%). A preferência por boas marcas, mesmo sendo mais caras (27%), aparece como segundo motivo e, em seguida, vem a dificuldade em manter uma vida financeira regrada (23%).

Em Petrópolis, mais de 5 mil exclusões do SPC Brasil em 2018

Somente em dezembro 595 registros deixaram o banco de dados e os consumidores puderam voltar ao mercado

 

         A Câmara de dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar o balanço das atividades do SPC Brasil na cidade em 2018. Ao todo, foram incluídas 11.738 contas não pagas e excluídas 5.278 dívidas, com destaque para o mês de dezembro de 2018 quando 595 registros foram baixados, número bem superior ao de novembro que registrou 337 exclusões, apenas no município.

         O presidente da CDL Petrópolis Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza destaca a importância da regularização das pendências para o comércio da cidade.

         – É muito bom poder constatar que, apesar da crise que se arrasta na economia brasileira, alguns consumidores estão conseguindo honrar seus compromissos. Essas mais de 5 mil contas pagas em 2018 e as quase 600 regularizadas só em dezembro representa a volta desses consumidores, antes inadimplentes, ao mercado, movimentando a economia e gerando desenvolvimento econômico em nossa cidade – explica Luiz Felipe.

         O presidente  da CDL Petrópolis explicou ainda que os números referem-se a contas não pagas e não a consumidores, porque muitas vezes um consumidor está registrado por mais de uma dívida.

         O levantamento da CDL Petrópolis aponta ainda que somente no mês de Dezembro de 2018 das 11.269 consultas feitas ao banco de dados do SPC Brasil, no município, 3.565 apresentaram algum tipo de problema capaz de impedir a concessão de crédito, o que representa 31,64% das consultas.

         Segundo Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, esse dado é muito importante para que os empresários associados percebam a importância de consultar o SPC Brasil antes de realizar uma venda para, dessa forma, protegerem-se da inadimplência. 

43% dos empresários estão otimistas com as vendas de natal

Pesquisa divulgada pela CDL Petrópolis aponta que quatro em cada dez comerciantes acredita num crescimento de vendas neste final de ano

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar uma pesquisa feita com empresários do varejo em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrando que para 43% dos comerciantes as vendas no período das festas de fim de ano devem ser melhores na comparação com 2017. Além desses, 32% dos empresários acreditam que as vendas se manterão no mesmo patamar e apenas 9% esperam um desempenho pior — uma queda de 12 pontos percentuais em relação a 2017. O número dos que não souberam responder cresceu 15%.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, como o natal é o período mais importante do ano para o varejo esse otimismo se justifica, embora a realidade econômica do país ainda seja preocupante.

– O comerciante é, por natureza, um otimista. Quando chega o final do ano então é preciso que esse otimismo contagie também o consumidor. Aí vale enfeitar a loja e criar todo um clima especial para essa época do ano. Essa pesquisa é muito animadora e só nos resta torcer e trabalhar muito para que essa expectativa otimista se transforme em realidade e esperarmos que em 2019 o país possa registrar uma recuperação econômica mais consistente, principalmente com a redução do desemprego para que o número de empresários animados com o próximo natal aumente – afirma Luiz Felipe.

A pesquisa mostra ainda que pouco menos da metade (46%) dos entrevistados se prepararam ou pretendem preparar a empresa para o Natal — um aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2017. Por outro lado, 44% afirmam não ter um plano especial para o seu comércio no fim de ano. Dentre os que se planejaram para o Natal e Ano Novo, as principais estratégias mencionadas são ampliação do estoque (50%), diversificação de produtos e serviços (34%) e investimento na infraestrutura da empresa (20%).

Em contrapartida, os empresários que não pretendem fazer alguma ação específica no período justificam que não enxergam necessidade de investir, sobretudo por não ver aumento significativo na demanda (45%). Além disso, 21% alegam falta de dinheiro e 9% estão desanimados com o resultado das vendas este ano.

Além de sondar as percepções do setor sobre as expectativas de vendas para o fim de ano, a pesquisa também investigou a intenção de contratar mão de obra para as festas de Natal e Ano Novo. O levantamento mostra que a expectativa de reação da economia ainda não reflete na criação de novos postos de trabalho no curto prazo. Apenas 20% dos comerciantes já contrataram ou irão contratar mão de obra extra para reforçar o quadro de trabalhadores nesse período – sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados.

A pesquisa ouviu 605 empresários e gestores responsáveis pela contratação de mão de obra de empresas do comércio varejista localizadas nas capitais e interior do país. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais a uma confiança de 95%.