Vendas a prazo no Dia das Mães têm crescimento tímido

Segundo levantamento da CNDL/SPC Brasil as consultas para vendas a crédito subiram apenas 0,11% na semana anterior ao dia das mães

 

Um resultado modesto que espelha a lenta recuperação da economia e frustrou a expectativa de um crescimento mais vigoroso do varejo para o Dia das Mães de 2019. É dessa forma que os analistas do setor avaliam o resultado de um levantamento realizado pela Confederação Nacional das CDLs e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) na semana anterior à segunda melhor data para o comércio brasileiro e que apontou uma pequena alta de 0,11% na comparação com o mesmo período do ano passado nas consultas de CPFs para compras a prazo.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, embora as pesquisas do setor apontassem que em 2019 65% dos consumidores planejassem comprar seus presentes à vista, um crescimento de apenas 0,11% nas vendas a prazo preocupa.

– Datas como o Natal e o Dia das Mães sempre animam o setor, por mais que estejamos cientes das dificuldades econômicas do Brasil, mas um resultado tão tímido como esse nos preocupa, sem dúvidas. Afinal de contas, esse levantamento mostra que os consumidores estão deixando de lado os presentes mais caros, que justificariam um parcelamento, seja porque preferem economizar ou porque já estejam inadimplentes – analisa Luiz Felipe.

Um dado positivo revelado pelo levantamento é que pelo segundo ano consecutivo o número de consultas ao sistema para compras apresentou um viés de alta. Em 2018, as vendas haviam crescido 4,36%, após acumularem três anos consecutivos de queda: -0,91% (2017), -10,88% (2016) e -2,82% (2015), respectivamente.

O Indicador de Vendas a prazo em datas comemorativas é construído a partir das consultas de CPFs feitas nas bases de dados que o SPC Brasil tem acesso. As consultas de CPF indicam a intenção de compra a prazo do consumidor e podem resultar, ou não, na efetivação da venda. Para a construção do Indicador, consideram-se apenas as consultas feitas pelo setor de Comércio Varejista nos sete dias anteriores ao domingo de Dia das Mães, sem considerar o domingo de fato.

CDL Petrópolis explica o que muda para o consumidor com a desburocratização do Cadastro Positivo

Nova lei visa tornar o acesso ao crédito mais fácil e com juros menores para consumidores e empresas que honram seus compromissos financeiros.

Com a publicação no Diário Oficial da União da lei que desburocratiza as regras do Cadastro Positivo (Lei Complementar 166), começam a contar os prazos para o novo modelo entrar em operação. Pelos próximos 90 dias, haverá uma campanha de comunicação para conscientizar os consumidores sobre as novas regras. Já as informações do banco de dados estarão disponibilizadas para o mercado de crédito daqui a 150 dias.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, a inclusão automática de todos os consumidores no Cadastro Positivo representa um avanço muito significativo nos procedimentos de análise e concessão de crédito no Brasil.

– Na minha opinião,  o mais importante é a possibilidade de ampliar o universo para que as empresas e instituições financeiras possam analisar um pedido de concessão de crédito. Não estaremos mais apenas considerando as informações restritivas. Isto é, mais do que sabermos quem está com o “nome sujo”, saberemos quem está com o “nome limpo” e esse bom pagador pode sim ser premiado com juros menores ou condições diferenciadas para o seu crédito. Eu penso que isso é muito bom para a economia brasileira – avalia Luiz Felipe.

Diferentemente do Cadastro Negativo, que aponta somente a situação atual de restrição ao crédito, o Cadastro Positivo é um banco de dados que apresenta o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores. Trata-se de um serviço gratuito em que todos têm direito de participar. Sua finalidade é possibilitar aos consumidores acesso ao crédito com mais facilidade e juros menores (de acordo com a análise das empresas credoras), pois com seu histórico de pagamento disponível, eles conseguirão dar mais insumo às empresas no momento da análise de crédito.

A principal mudança prevista na Lei Complementar 166 refere-se ao formato de entrada dos consumidores no Cadastro Positivo. Com o novo modelo, todos os consumidores passam a participar automaticamente do banco de dados. Mas os consumidores não são obrigados a permanecer na base do Cadastro Positivo e podem pedir a exclusão de seus dados, de forma gratuita, a qualquer momento. Assim como podem voltar quando quiserem.

É importante frisar que todas as regras e benefícios direcionados aos consumidores pessoas físicos também devem ser considerados para as empresas, pois todas têm algum tipo de relacionamento comercial com fornecedores e clientes e, portanto, também terão um histórico de pagamentos.

O score de crédito é resultado da análise estatística dos hábitos de pagamento do consumidor, do seu relacionamento com o mercado e de seus dados cadastrais. O peso de cada uma dessas informações é definido de acordo com um estudo do comportamento histórico de grupos de indivíduos com características financeiras parecidas. Desse modo, estatisticamente, é possível comparar as características de um consumidor específico com outros do mesmo grupo para o cálculo da nota do score.

CDL alerta para o golpe da máquina de cartão de crédito

Fraude gera grandes prejuízos no comércio, acontece em várias cidades e se dá graças à desatenção do lojista ou de seus colaboradores.

 

As vendas com cartão de crédito ou débito são cada vez mais comuns no varejo brasileiro. Fechada a venda, o consumidor entrega um cartão ao lojista ou ao seu funcionário. Este  o insere numa máquina que, em muitos estabelecimentos, é entregue nas mãos do consumidor para que ele digite a senha.

Esse procedimento normal, corriqueiro, pode ser o início de uma fraude capaz de provocar grandes prejuízos ao comércio, isso porque golpistas estão distraindo lojistas e colaboradores nessa hora para que possam trocar a máquina da loja por outra dos fraudadores fazendo com que, a partir de então, todas as vendas daquele estabelecimento passem a ser creditadas na conta dos golpistas.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, faz um alerta aos comerciantes.

– Parece incrível que a criatividade dos criminosos tenha chegado a tanto, mas a verdade é que esse golpe vem sendo aplicado há tempos em várias cidades do Brasil e ele só é possível graças à desatenção, seja porque o movimento da loja é grande naquele dia, seja porque outros membros da quadrilha distraem a atenção de quem está fechando a venda. Por isso, a CDL Petrópolis resolveu lembrar aos lojistas de que todo cuidado é pouco para que novos casos não ocorram – afirma Luiz Felipe.

O grande alvo dos golpistas são as empresas que possuem mais de uma máquina de cartão sem fio, sendo que os postos de combustível são muito vulneráveis, inclusive pela grande movimentação, além do fato de que em muitos casos a máquina é entregue na mão do consumidor que muitas vezes nem sai do carro.

Para que o golpe dê certo é preciso distrair o lojista ou funcionário, seja numa conversa amigável informal ou fazendo algum pedido. Isso é preciso para que a pessoa ou algum comparsa possa trocar a máquina da loja por uma que ele traz consigo sem que ninguém perceba.

Em alguns casos os fraudadores passam a compra na máquina deles ou, para serem mais rápidos, informam que houve um problema com o cartão e pagam em dinheiro, sempre deixando o equipamento falso na loja.

Assim a loja vai usar a máquina falsa e tudo que for vendido a partir de então será direcionado para a conta dos golpistas e isso pode significar um grande prejuízo caso o lojista não esteja atento aos dados impressos nos seus comprovantes e não tenha um controle rigoroso das suas vendas com cartão.

Por isso o alvo preferencial dos fraudadores são as lojas com mais de uma máquina de cartão porque a “queda no faturamento” não chamará atenção tão rapidamente como na loja que só tem uma máquina já que, nesse caso, o lojista vai perceber mais depressa que suas vendas com cartão não estão sendo creditadas.

As contas para onde são direcionados os créditos das vendas registradas nas máquinas falsas geralmente estão em nome de “laranjas” e, em alguns casos, para não correrem o risco de bloqueios nas contas por parte dos bancos, os golpistas solicitam antecipação dos recebíveis e sacam rapidamente os valores.

Outra modalidade de golpe com as maquinas de cartão de crédito consiste na visita de falsos técnicos trazendo equipamentos para serem substituídos. Por isso, é importante ficar atento a manutenções não solicitadas checando sempre a identidade dos técnicos e ligando para as empresas fornecedoras dos equipamentos.

Atenção e cuidado são as melhores armas para se proteger desses golpes. Atenção à maquina de cartão de crédito na hora em que o cliente estiver digitando a senha e cuidado para que o equipamento não fique em local de fácil acesso a pessoas estranhas. Outra medida eficaz é colocar alguma marca identificadora nas máquinas,  além de manter uma rotina de conferência regular das vendas com cartão, nem que seja a simples checagem do número do CNPJ nos comprovantes das vendas do dia.

Crise econômica muda hábitos de consumo dos brasileiros

CDL Petrópolis divulga pesquisa mostrando que 79% dos brasileiros estão controlando despesas, reduzindo as contas básicas e até pesquisando os preços antes de consumirem.

 

Diante de um cenário econômico desfavorável, boa parte das famílias passou a administrar melhor o orçamento e, consequentemente, criaram uma relação mais saudável com o dinheiro. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). De acordo com o estudo, oito em cada dez (79%) brasileiros mudaram seus hábitos no dia a dia e entre as medidas adotadas, destaca-se a pesquisa de preços (59%) antes da aquisição de algum produto — percentual que chega a 68% nas classes A e B.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, embora o motivador dessa mudança de hábitos tenha sido a crise econômica é muito positivo que os brasileiros estejam mais conscientes dos seus gastos.

– É claro que o empresariado quer vender, mas de nada adianta vender se o consumidor compromete seu orçamento com dívidas que não poderá honrar. Essa pesquisa da CNDL mostra que de todas as coisas ruins que a crise econômica nos trouxe, existe pelo menos um ponto a se louvar que é essa mudança de hábito dos brasileiros, agora mais preocupados com o planejamento de seus gastos e até pesquisando preços o que, em minha opinião, é muito saudável para o mercado porque estimula a concorrência – avalia Luiz Felipe.

A pesquisa aponta ainda que 56% passaram a limitar gastos com lazer e 55% a controlar despesas pessoais. O aperto financeiro também fez com que muitas pessoas encontrassem alternativas para economizar. Mais da metade (54%) dos entrevistados procurou reduzir o consumo de luz, água e telefone, de olho no valor da conta. Outros 53% passaram a ficar atentos às promoções em busca de preços menores, enquanto 46% substituíram produtos por marcas similares mais baratas e 42% admitem ter incorporado em sua rotina a prática de pechinchar.

As mudanças no padrão de vida para driblar os momentos de dificuldades acabaram causando impactos emocionais nos brasileiros, que viram seu poder de compra ser afetado. Para 32% dos entrevistados, a vontade de ter algo e não poder tem provocado uma sensação de impotência. Já 26% mostram-se constrangidos por não conseguir dar à família o que deseja e 25% demonstram frustração por deixar de comprar certos produtos que gostam. Em contrapartida, uma parcela considerável (37%) se diz satisfeita por manter, ao menos, os gastos essenciais e outra aliviada (33%) por não estourar o orçamento.

O levantamento quis saber ainda se o novo comportamento dos brasileiros deve se manter diante das perspectivas de recuperação da economia. Considerando um cenário mais favorável para 2019, com a retomada dos empregos e o acesso ao crédito, os dados indicam que a maioria pretende continuar com os mesmos hábitos adquiridos na crise. O principal item apontado é a economia de luz, água e telefone, mencionado por 71% dos entrevistados.

Entre outras práticas citadas estão a troca de produtos por outros de marca mais em conta (68%), atenção às promoções para obter menor preço (67%) e até cortar ou reduzir o valor pago com serviços por assinatura (65%) — TV ou internet, por exemplo. Há ainda aqueles dispostos a aumentar a frequência com que poupam, de pelo menos parte dos rendimentos (47%), e pechinchar ou pedir desconto nas compras (33%).

Por outro lado, parte dos entrevistados reconhece que pode vir a deixar de lado atitudes adquiridas com a crise, tão logo a situação volte a melhorar, como reduzir gastos com lazer (16%), evitar parcelamentos muito longos (15%) e resistir a itens de alimentação supérfluos (11%). A razão mais citada para esse comportamento é o fato de retomar o estilo de vida que se tinha nos momentos de bonança da economia (42%). A preferência por boas marcas, mesmo sendo mais caras (27%), aparece como segundo motivo e, em seguida, vem a dificuldade em manter uma vida financeira regrada (23%).

Em Petrópolis, mais de 5 mil exclusões do SPC Brasil em 2018

Somente em dezembro 595 registros deixaram o banco de dados e os consumidores puderam voltar ao mercado

 

         A Câmara de dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar o balanço das atividades do SPC Brasil na cidade em 2018. Ao todo, foram incluídas 11.738 contas não pagas e excluídas 5.278 dívidas, com destaque para o mês de dezembro de 2018 quando 595 registros foram baixados, número bem superior ao de novembro que registrou 337 exclusões, apenas no município.

         O presidente da CDL Petrópolis Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza destaca a importância da regularização das pendências para o comércio da cidade.

         – É muito bom poder constatar que, apesar da crise que se arrasta na economia brasileira, alguns consumidores estão conseguindo honrar seus compromissos. Essas mais de 5 mil contas pagas em 2018 e as quase 600 regularizadas só em dezembro representa a volta desses consumidores, antes inadimplentes, ao mercado, movimentando a economia e gerando desenvolvimento econômico em nossa cidade – explica Luiz Felipe.

         O presidente  da CDL Petrópolis explicou ainda que os números referem-se a contas não pagas e não a consumidores, porque muitas vezes um consumidor está registrado por mais de uma dívida.

         O levantamento da CDL Petrópolis aponta ainda que somente no mês de Dezembro de 2018 das 11.269 consultas feitas ao banco de dados do SPC Brasil, no município, 3.565 apresentaram algum tipo de problema capaz de impedir a concessão de crédito, o que representa 31,64% das consultas.

         Segundo Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, esse dado é muito importante para que os empresários associados percebam a importância de consultar o SPC Brasil antes de realizar uma venda para, dessa forma, protegerem-se da inadimplência. 

43% dos empresários estão otimistas com as vendas de natal

Pesquisa divulgada pela CDL Petrópolis aponta que quatro em cada dez comerciantes acredita num crescimento de vendas neste final de ano

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis acaba de divulgar uma pesquisa feita com empresários do varejo em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrando que para 43% dos comerciantes as vendas no período das festas de fim de ano devem ser melhores na comparação com 2017. Além desses, 32% dos empresários acreditam que as vendas se manterão no mesmo patamar e apenas 9% esperam um desempenho pior — uma queda de 12 pontos percentuais em relação a 2017. O número dos que não souberam responder cresceu 15%.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, como o natal é o período mais importante do ano para o varejo esse otimismo se justifica, embora a realidade econômica do país ainda seja preocupante.

– O comerciante é, por natureza, um otimista. Quando chega o final do ano então é preciso que esse otimismo contagie também o consumidor. Aí vale enfeitar a loja e criar todo um clima especial para essa época do ano. Essa pesquisa é muito animadora e só nos resta torcer e trabalhar muito para que essa expectativa otimista se transforme em realidade e esperarmos que em 2019 o país possa registrar uma recuperação econômica mais consistente, principalmente com a redução do desemprego para que o número de empresários animados com o próximo natal aumente – afirma Luiz Felipe.

A pesquisa mostra ainda que pouco menos da metade (46%) dos entrevistados se prepararam ou pretendem preparar a empresa para o Natal — um aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2017. Por outro lado, 44% afirmam não ter um plano especial para o seu comércio no fim de ano. Dentre os que se planejaram para o Natal e Ano Novo, as principais estratégias mencionadas são ampliação do estoque (50%), diversificação de produtos e serviços (34%) e investimento na infraestrutura da empresa (20%).

Em contrapartida, os empresários que não pretendem fazer alguma ação específica no período justificam que não enxergam necessidade de investir, sobretudo por não ver aumento significativo na demanda (45%). Além disso, 21% alegam falta de dinheiro e 9% estão desanimados com o resultado das vendas este ano.

Além de sondar as percepções do setor sobre as expectativas de vendas para o fim de ano, a pesquisa também investigou a intenção de contratar mão de obra para as festas de Natal e Ano Novo. O levantamento mostra que a expectativa de reação da economia ainda não reflete na criação de novos postos de trabalho no curto prazo. Apenas 20% dos comerciantes já contrataram ou irão contratar mão de obra extra para reforçar o quadro de trabalhadores nesse período – sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados.

A pesquisa ouviu 605 empresários e gestores responsáveis pela contratação de mão de obra de empresas do comércio varejista localizadas nas capitais e interior do país. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais a uma confiança de 95%.

Empresários apostam na Black Friday para aumentar as vendas

Pesquisa divulgada pela CDL Petrópolis aponta que mais da metade dos empresários pretende realizar promoções especiais, 32% investir na divulgação de sua empresa e 29% ampliar o estoque. Desconto médio deve girar em torno de 29%

Mesmo em meio a um cenário de incertezas na economia do país, a expectativa de parte dos empresários para a Black Friday brasileira deste ano é de bons resultados. Ao chegar a sua nona edição, se consolida como uma das principais datas para o varejo. Um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 11% das empresas pretendem aderir a Black Friday — percentual que sobe para 16% no setor de comércio. Desse total, 77% enxergam uma oportunidade para aumentar suas vendas e 19% em girar produtos em estoque.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, a data, que já é esperada pelos consumidores, tem ganhado cada vez mais importância junto ao varejo.

– A Black Friday é uma novidade no Brasil, mas a cada ano que passa mais empresários têm aderido e hoje já se pode dizer que se criou uma boa expectativa entre os consumidores. Nesses tempos de crise econômica, tem sido bem interessante para o setor a possibilidade de oferecer produtos com descontos o que ajuda a baixar os estoques e também ajuda, e muito, a divulgar a empresa, preparando-se assim para as vendas de natal – explica Luiz Felipe.

As principais estratégias de preparação que devem ser adotadas pelos empresários que participarão da Black Friday envolvem realização de promoções especiais (52%), investimento na divulgação de seu negócio (32%) e ampliação do estoque (29%). Para atrair os consumidores, o desconto médio a ser aplicado nos produtos ou serviços durante o período do evento será de 29%, sendo que 33% dos empresários prometem descontos que variam entre 31% e 50%.

Outro dado apontado pela pesquisa mostra que um em cada quatro (25%) empresários participantes do evento acredita que as vendas no Black Friday 2018 serão melhores em relação ao ano passado, enquanto 35% acham que serão iguais e apenas 10% avaliam que serão piores.

Ainda que a Black Friday seja tradicionalmente realizada na última sexta-feira de novembro, a apenas um mês das festas de final de ano, 26% dos empresários consideram que o evento é um indicativo de como serão vendas para o Natal — em maior medida no setor de comércio (29%).

Além disto, 47% acreditam que a Black Friday não interfere nas vendas de Natal, enquanto para 32% contribui para aumentar o faturamento e apenas 10% afirmam que há algum tipo de prejuízo.

Foram ouvidos 1.168 empresários de serviços e comércio varejista localizados nas capitais e no interior do país. A margem de erro é de 3,0 p.p. com um intervalo de confiança de 95%.

Banco do Brasil lança MPE Week

Iniciativa busca incentivar micro e pequenas empresas a fazer negócios através de ofertas especiais  para consumidores que serão divulgadas gratuitamente no site do Banco do Brasil entre 29.10 e 04.11

 

No mês da micro e pequena empresa o Banco do Brasil está querendo incentivar os empresários a fazer negócios oferecendo vantagens para os consumidores. Trata-se da MPE Week que vai oferecer produtos e serviços com vantagens especiais para os consumidores no período de 29.10 a 04.11.

Para as empresas participarem é muito simples e não precisa que elas sejam clientes do Banco do Brasil. Basta acessar até o dia 26.10 o site https://mpeweek.com.br , cadastrar uma oferta especial e o BB irá divulgar essa oferta para todo o Brasil. 

39% dos consumidores tiveram crédito negado em julho por dívidas anteriores não pagas

Na média, 19% dos brasileiros não puderam comprar a prazo, mas quase 40% foram impedidos por estarem negativados no SPC Brasil.

 

Em meio ao cenário de alta da inadimplência e de desemprego elevado, o consumidor brasileiro tem encontrado dificuldades para comprar a prazo. Dados do Indicador de Uso do Crédito apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que em cada dez brasileiros, dois (19%) tiveram crédito negado ao tentarem parcelar uma compra, o percentual é ligeiramente acima dos 17% observados em junho. De acordo com os entrevistados, a restrição do CPF em virtude do não pagamento de contas foi a principal razão para a negativa (39%), seguida de renda insuficiente (18%) e falta de comprovação de renda (12%).

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, o alto índice de consumidores com restrição no SPC Brasil é um reflexo desses dias difíceis e preocupa o varejo.

– Nós vemos esses números com muita apreensão, porque eles refletem uma situação muito difícil da nossa economia que, em minha opinião, já demora tempo demais para ser, pelo menos, amenizada. É lamentável constatar que em julho quase 40% dos consumidores ficaram de fora do mercado porque não conseguem acertar suas dívidas anteriores. Com isso, o comércio vendeu menos, a indústria produziu menos, mais empregos se perderam e o país continuou estagnado – aponta Luiz Felipe.

O presidente da CDL Petrópolis lembra ainda que, nesses tempos difíceis, o fato do sistema de informação de crédito do SPC Brasil, que a entidade disponibiliza para seus associados, ter conseguido detectar quase 40% de devedores que foram impedidos de contrair novas dívidas é muito significativo no que se refere à proteção do varejo contra a inadimplência.

O levantamento mostra ainda que a contratação de empréstimos ou de financiamentos também é um entrave na avaliação dos consumidores. Metade (50%) dos entrevistados considera difícil a sua contratação, sendo que o percentual aumenta para 55% dos consumidores que ganham até cinco salários mínimos.

O estado das finanças do consumidor colabora para esse comportamento cauteloso por parte dos credores. Apenas 13% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul – ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (46%) admite estar no ‘zero a zero’, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 35% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas com a renda que possuem.

As condições pouco propícias ao crédito fizeram com que a maior parte (56%) dos brasileiros não recorresse a nenhuma modalidade no mês de julho. Ainda assim, cresceu a parcela dos que conseguiram contratar algum tipo de crédito, passando de 40% em junho para 44% em julho. O cartão de crédito, que é uma linha pré-aprovada, liderou o ranking como a modalidade mais utilizada no período, mencionado por 38% dos consumidores. O crediário apareceu em segundo lugar, com apenas 10% de citações, seguido do cheque especial (7%), empréstimos (5%) e financiamentos (4%).

A pesquisa abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Dinheiro extra do PIS/PASEP será usado para pagar dividas

Pesquisa da CNDL/SPC Brasil aponta que 45% dos brasileiros que têm direito a sacar as cotas do PIS/PASEP pretende usar os recursos para quitar dívidas em atraso

 

Os recursos do fundo PIS/PASEP, cujos novos saques estão liberados para trabalhadores de todas as idades desde o dia 14/08, devem ajudar muitos brasileiros a sair do sufoco financeiro. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito aponta que 45% dos cotistas devem utilizar os recursos para pagar dívidas em atraso – o percentual sobe para 57% considerando apenas os consumidores das classes C, D e E.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza,  a iniciativa de liberar esses recursos é muito bem vista pelos varejistas porque, além de injetar recursos na economia, pode ajudar muitos consumidores a recuperar o crédito.

– Nesse momento de dificuldade que a economia atravessa, a injeção desses recursos extras no mercado, quase R$ 40 bilhões,  é muito bem vinda e como esse levantamento do SPC Brasil demonstrou, esse dinheiro inesperado será usado por quase metade dos beneficiários para quitar dívidas em atraso o que é muito positivo porque reduzirá a inadimplência, ao mesmo tempo em que pode recolocar esses consumidores no mercado – aponta Luiz Felipe.

Em segundo lugar,  o dinheiro extra será usado para investimentos, com 30% de citações. Há ainda 30% de entrevistados que devem pagar despesas do dia a dia com o saldo disponível e 15% que anteciparão o pagamento de contas não atrasadas, como prestações da casa, do carro ou crediário, por exemplo. Outros 9% de entrevistados vão usar o dinheiro para adquirir roupas e calçados.

Tem direito a sacar recursos, os trabalhadores de empresas públicas e privadas que contribuíram para o PIS ou para o PASEP entre os anos de 1971 e 1988 e que não tenham resgatado o saldo. Ao todo, aproximadamente 28,75 milhões de cidadãos brasileiros têm direito ao saldo das contas, o que deve totalizar uma injeção de R$ 39,52 bilhões na economia, segundo dados oficiais do governo.

De acordo com a pesquisa, 14% dos brasileiros ainda não sabem se têm direito ou não ao recebimento do benefício e 10% desconheciam a informação de que o governo havia liberado os saques.

A pesquisa foi realizada em 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.