CDL realiza curso de aperfeiçoamento profissional visando as vendas de Black Friday e Natal

No atual momento em que Petrópolis inicia uma retomada econômica e o comércio vislumbra o retorno das vendas e a estabilização financeira, a CDL Petrópolis avalia que é importante preparar lojistas e seus funcionários para receberem melhor os clientes nas datas comemorativas que irão ocorrer nos meses de novembro e dezembro. Por isso, com o objetivo de preparar os vendedores para a Black Friday e para o Natal 2021, a entidade irá realizar o curso de aperfeiçoamento profissional “Vendendo com Eficiência”, de 25 a 28 de outubro, no horário de 19h30 às 21h30.

Decidimos trazer uma profissional especializada para oferecer esse treinamento pois entendemos que este é um momento crucial para que o comércio de nossa cidade possa voltar a crescer e a participação dos vendedores é essencial. O bom atendimento e a qualidade na oferta dos serviços, mais do que nunca, serão fatores fundamentais para que as pessoas efetuem as compras e, por isso, a capacitação de pessoal é indispensável -, afirmou o presidente da CDL Petrópolis, Cláudio Mohammad.


O curso, que terá um total de oito horas aula, ministradas pela professora Guaraciaba Puertas – especialista em vendas com 28 anos de experiência no varejo e MBA em Administração e Negócios Internacionais – irá abordar conteúdos como “Técnicas de Vendas”; “Encantando o Cliente”; “Negociando com Sucesso”; “Noções de Marketing”; “Noções de Liderança”; “Noções de Ética” e “Noções de Oratória.
Os interessados em realizar o curso podem se inscrever e tirar dúvidas, pelo telefone (24) 2244-1900 ou presencialmente na CDL Petrópolis, na Rua Irmãos D’Ângelo, 48 – sobreloja – Centro, de segunda a sexta, das 9h às 18h. O investimento é de R$ 100,00 para associados e R$120,00 para não associados e o pagamento pode ser feito em dinheiro, transferência ou Pix.

Carlins Plásticos: qualidade e atendimento que resistem ao avançar do tempo

Carolina Freitas

Existe uma lenda japonesa, a Akai Ito, que diz que quando duas pessoas estão destinadas, elas são unidas por um fio vermelho que não se rompe, independente da distância e do tempo. E o mesmo vale para o comércio. Laço inquebrável, o segmento se revela, ao menos para os funcionários da loja Carlins Plásticos, um cordão umbilical. Fundamental no desenvolvimento, ele é sinônimo daquilo que nutre, dá oxigênio e molda a vida.

Fundada em 1965, a Carlins Plásticos tem sido protagonista e testemunha do balançar dos ponteiros. Especializada na venda de itens em plástico, carpetes, persianas e pisos, a empresa, há 56 anos, faz parte do cotidiano de Petrópolis – tanto o das indústrias e centros cirúrgicos, quanto aquele pautado pelos lares petropolitanos. Das transformações econômicas às culturais, não é de se surpreender saber que a empresa já viu de todas.

Arquivo pessoal Cid Vieira da Silva

Da popularização do Vulcapiso à febre dos conjuntos para banheiro de plástico e da ascensão do carpete, trabalhar na Carlins Plásticos nunca foi somente sobre atender o público, mas sobre entender como ele pensa e o que busca. É o que explica o comerciante Cid Vieira da Silva, de 73 anos. Irmão de Carlinhos – fundador do negócio – ele recorda alguns dos momentos vividos pela empresa, que até filial em Teresópolis chegou a ter.

Arquivo pessoal Cid Vieira da Silva

“No tempo em que a loja foi fundada era muito comum usar capas: capa de enceradeira, de bujão de gás, de liquidificador. Nós tivemos uma indústria por uns cinco anos e, na década de 70, abrimos uma filial em Teresópolis”. Inaugurada por seu irmão junto dos sócios Elza Beatriz Veiga e Paulo Rodrigues de Barros, no Edifício Municipal, a Carlins Plásticos funcionou anos a fio na Rua do Imperador, 60, e, desde 2017, opera no número 42 da via.

Na imagem, sócios da Carlins Plásticos aparecem em frente à filial da loja que funcionou numa casa ao lado do Banco do Brasil, na Paulo Barbosa, de 1975 a 1979. Foto: Arquivo pessoal Cid Vieira da Silva

Parte da empresa desde 1968, há mais de meio século Cid tem escrito sua história ao mesmo tempo em que ajuda a redigir importantes capítulos da trajetória do município. Ele recorda a construção de refeitórios e seções em importantes indústrias tidas pela cidade no passado, como a Fábrica de Tecidos Dona Isabel e da Fábrica de Feltros Lobera, e da satisfação que é ser uma das poucas empresas petropolitanas a resistir ao tempo.

“Eu costumo dizer que a loja é igual à vara de marmelo. Ela enverga, mas não quebra.

Quando você nasce o médico corta o cordão umbilical, mas depois você adquire o cordão umbilical pelo comércio, pela loja, e esse permanece”.

Cid junto da nota fiscal número 02 da Carlins Plásticos, emitida no dia da inauguração da loja, em 1965. Foto: arquivo pessoal Cid Vieira da Silva

Laço inquebrável, o fio do comércio se fez presente na figura dos irmãos Cid e Carlinhos e, de uns tempos para cá, também entre os funcionários, que constituem uma verdadeira família entre si.

Colocador mais antigo da loja, José Guimarães, de 70 anos, é funcionário da Carlins Plásticos há 48 anos. Contratado ainda jovem, daí o fato de ter sido apelidado – e chamado até hoje – de Zezinho, ele teve na empresa seu segundo emprego de carteira assinada. Já aposentado, ele diz que o maior aprendizado se dá em função das amizades: do já falecido Carlinhos, o Carlos da Silva Filho, aos colegas com quem tem o prazer de dividir a rotina.

“Antes da loja eu trabalhava em obra. Decidi trocar de profissão porque eu achei que como colocador eu aprenderia mais, e aprendo até hoje. O Carlinhos era um brincalhão danado com a gente. Muitos nem o conheciam como patrão”. Dentro da empresa, quem vive uma caminhada semelhante de aprendizado é o chefe da colocação Luiz Carlos do Nascimento, o Luizinho, de 60 anos.

Grato por “ser visto e ser valorizado” ele retribuiu a forma com que foi acolhido na empresa com seu profissionalismo. À disposição para o que for necessário, ele atua na medição dos projetos, como motorista do carro de entregas, na colocação e na finalização dos serviços. “Tudo que eu sei sobre decoração e colocação eu aprendi na loja. Faço um pouquinho de tudo, mas o que eu mais gosto é ver a coisa pronta e com o acabamento finalizado”.

E por falar em profissionais multifacetados, Sônia Regina Jockem de Macedo, de 67 anos, já é um dos rostos oficiais da Carlins Plásticos. Funcionária da loja desde os 23 anos, ela chegou a trabalhar por um tempo no escritório, mas foi no setor de atendimento que, realmente, se encontrou. E tamanha é a sua afinidade com a empresa que até sua irmã, Vera, passou a dividir o amor pela coisa e o ambiente de trabalho com ela.

“Eu não imaginava que ia ficar tanto tempo. Gosto muito do que eu faço e do ambiente. O patrão também é gente boa, mas é uma via de mão dupla”, brinca Sônia. Onde cada funcionário tece um fio junto à empresa, a loja se mostra exemplo de estabelecimento pautado pelo bom atendimento e convivência. Afinal, ainda que passados 56 anos, a Carlins Plásticos continua a fazer crescer a sua rede de amigos, clientes e colaboradores.

NOTA DE PESAR

A CDL Petrópolis, sua diretoria e associados, lamentam com pesar o falecimento do seu ex-presidente, Sr. George Juarez Nassif.

Nassif presidiu a instituição em dois períodos: de julho de 1988 a junho de 1990; e de julho de 1992 a junho de 1993, sempre contribuindo para o comércio e o empreendedorismo da nossa cidade.

Comunicamos, ainda, que a Missa de Sétimo Dia será realizada na próxima sexta-feira, dia 24/09, às 18h, na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.

O que acontece com a dívida após 5 anos

Embora o apontamento nos órgãos de restrição ao crédito (SPC / SERASA)
tenham sido excluídos após decorrido os 5 (cinco) anos a contar do vencimento da dívida, o consumidor continua inadimplente com relação a empresa credora.

A afirmação de que a dívida deixa de existir após cinco anos sem o pagamento, nada mais é do que uma crença popular. A legislação brasileira, em especial do Código de Defesa do Consumidor, estabelece esse prazo tão somente com relação a permanência do apontamento nos bancos de dados de inadimplentes.

O Código Civil brasileiro estabelece os prazos prescricionais de uma
dívida, que varia de acordo com o tipo de débito. (Art. 206). A Lei estabelece prazo padrão de dez anos mas, ressalva casos nos quais possuem um tempo diferenciado. Exemplificando: Em 1 ano para cobrança de hospedagem ou dos alimentos; Em três anos a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; Em cinco anos a pretensão dos profissionais liberais em geral, entre outros.

Há que se ressaltar que, normalmente, os prazos começam a contar a partir de uma determinada data, normalmente a partir do vencimento da obrigação, que servirá também como referencia para a retirada do apontamento nos cadastro dos serviços de proteção ao crédito, como SPC ou Serasa, lembrando que, mesmo após a retirada do apontamento da dívida nesses bancos de dados, a dívida permanece ativa até que seja completamente quitada, de modo que poderá continuar a ser cobrada pelo credor.

Prazo prescricional dos créditos trabalhistas

Prescrição é a perda do direito de demandar uma ação ocasionada pela passagem do lapso temporal sem que a parte a tenha proposta.

Portanto, há prescrição quando um detentor de algum direito deixa de reivindicá-lo dentro do prazo estabelecido em lei.
Com relação aos trabalhadores, quer urbanos quer rurais, tal prazo está contemplado no art. 7º XXIX da Constituição Federal:
“Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
……………….
XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho;”

Ao serem estabelecidos estes prazos, buscou-se garantir estabilidade e segurança entre as partes envolvidas, ao criar um limite de tempo para que eventual obrigação não se perpetuasse ao longo do tempo, ou seja, que não ficasse “para sempre”.


Na prática, o art. 11 da CLT (alterado pela Lei 13.467/17), estabelece que a pretensão de se reivindicar eventuais créditos resultantes de uma relação de trabalho, somente poderão ser requeridos em até 2 (dois) anos a contar da data do termino do contrato de trabalho (independentemente dos motivos que levaram à extinção do vínculo), e ainda referente aos últimos 5 (cinco) anos, ressaltando que essa contagem se dá retroativamente à data da distribuição da ação e não do término do vínculo.
Exemplificando:

  • Admissão: 02/01/2001
  • Desligamento = 15/09/2021
  • Prazo limite para propor ação: 14/09/2023
  • Ação distribuída em 01/08/2023
  • Período que poderá ser questionado: de 01/08/2018 a 15/09/2021

    Há que se salientar que mesmo eventual ação de dano moral decorrente da relação de trabalho, a jurisprudência já consagrou que se aplica o mesmo lapso temporal para a prescrição e não o previsto no Código Civil (que é de 10 anos).

    Necessário ressaltar que existem prazos prescricionais distintos quando o alvo de eventual ação de refere a questões de prova junto à Previdência Social e/ou quanto ao FGTS.
    Da mesma forma existem condições outras quando se tratar de ação demandada por morte do empregado, que será necessária avaliação caso a caso.

Supersport: há quase 70 anos tradição no comércio e na vida de Petrópolis

Primeira loja de artigos esportivos em Petrópolis, a Supersport se caracteriza pelo pioneirismo no segmento e, mais ainda, por sua capacidade em preservar preciosas lições dadas pelo esporte. Prestes a completar 66 anos de fundação, o estabelecimento é a certeza de que é em conjunto que se constrói a partida e o legado de uma vida.

(Foto: Arquivo pessoal Teresa Cristina Carneiro do Carmo)

Mais longa do que o normal, a partida da loja não é mensurada por minutos, mas em anos. Onde, ao invés de gols marcados, a vitória é ditada pelos ensinamentos adquiridos, o empreendimento teve na figura do comerciante Fernando Lannes do Carmo seu primeiro técnico. Funcionário da então Superball, ele foi destaque por seu comprometimento.

(Foto: Arquivo pessoal Teresa Cristina Carneiro do Carmo)

Como descreve sua filha, a também comerciante Teresa Cristina Carneiro do Carmo, de 61 anos, de funcionário, o pai se tornou sócio da Superball e, posteriormente, proprietário da Supersport. Contratado como comprador, no escritório da loja, Fernando trilhou sua carreira como administrador da empresa e como alguém que soube dar um show em campo.

Masculina, a Superball se caracterizava pela venda de artigos esportivos e pelos serviços de alfaiataria. Com 15 lojas espalhadas pelo Estado, o comerciante trabalhava nas filiais do Rio e, somente às quartas, permanecia em Petrópolis. Com o fim da sociedade, após o falecimento do sócio Valdemir, a cidade voltou a ser sede de suas principais partidas.

Registros de evento ocorrido na Superball que contou com a participação de Garrincha em meados de 1962. No mesmo ano a seleção brasileira venceu o Chile na Copa do Mundo, por 4 x 2. Na ocasião, a taça Jules Rimet chegou a ser exposta na vitrine da loja. Fotos: Arquivo pessoal Teresa Cristina Carneiro do Carmo

“Até meus 19 anos meu pai saía de manhã e chegava à noite comigo dormindo, mas depois isso mudou. Comecei a ajudar na loja e nosso convívio se tornou próximo”. Tendo na organização sua principal tática, Fernando transmitiu à filha o amor pelo comércio, o jeitinho próprio de se relacionar com os fornecedores e a busca pelo ato de empreender.

Cristina deu início à faculdade de Economia aos 17 e, já aos 19, passou a trabalhar junto do pai na loja, onde permanece até hoje. Tomando “amor pela coisa”, ela acumula mais de 40 anos de experiência, lembranças e um carinho pelo negócio que a mantém como atacante na implementação de novas estratégias, ao mesmo tempo que em defesa da tradição.

(Foto: Arquivo pessoal Teresa Cristina Carneiro do Carmo)

“Às vezes eu tinha que cumprir até mais do que os funcionários porque eu precisava dar o exemplo. Até os 80 anos do meu pai ele vinha aqui. Os amigos passavam para tomar um café, bater um papo. A mesinha dele ficava lá no canto”. Desafio que requer habilidade e jogo de cintura, o comércio tem sido, para Cristina, um aprendizado constante e diário.

“Eu aprendi que tudo muda. É uma metamorfose. Você acha uma coisa hoje, mas isso não quer dizer que vai ser assim sempre”. Chegando a contar com outras filiais na cidade, como no Edifício Vitrine, no Hipershopping ABC e no Marchese, com o passar dos anos o empreendimento também mudou o foco de suas vendas.

Companheiro de Cristina desde o seu começo na loja, Arnaldo de França e Silva Junior, de 64 anos, fala sobre a dedicação da esposa à manutenção de um legado de uma vida. Afinal, foi em busca de um novo público que a petropolitana diversificou a loja e a tornou especializada na venda de artigos que vão desde o vestuário a equipamentos e aparelhos.

(Foto: Petrópolis Sob Lentes)

“A grande vantagem da Cristina é que, ao longo dos anos, ela começou a ver as novas necessidades do público. Além de administrar a loja e desempenhar um pouco de todas as áreas, ela consegue executar as compras. É como se ela vestisse milhares de pessoas dentro de um vestuário com infinitas peças”, exprime Arnaldo.

Escalado o time de jogadores

E se realizar a compra das mercadorias não é tarefa fácil, imagina ter que escalar o time ideal de jogadores. Mas até que isso não foi problema, a começar pelos tempos do Sr. Fernando. Prova disso é o ex-funcionário José Viveiros de Faria, que colaborou com a empresa de 1962 a 1971 e, até hoje, a guarda com respeito e admiração.

Natural de Bemposta, em Três Rios, Viveiros veio a Petrópolis em busca de mais oportunidades. Trabalhou em bar, restaurante, hotel, foi trocador de ônibus, serviu ao exército e, aos 20 anos de idade, entrou para a Superball. Contratado para fazer as cobranças da loja, ele viveu no estabelecimento momentos decisivos no jogo de sua vida.

(Foto: Petrópolis Sob Lentes)

“Meu sonho era ser o cargo melhor da loja, mas eu não parava por aí”. Vindo da roça, Viveiros mal sabia escrever quando chegou a Petrópolis e, de cobrador na Superball, não só passou a balconista e funcionário do escritório, como, sobretudo, enxergou novas possibilidades para ir direto ao ataque e definir, ele próprio, o destino da partida.

Numa rotina em que o expediente no serviço acontecia durante o dia e os estudos no Cenip eram realizados à noite, ao mesmo tempo em que Viveiros crescia na Superball, ele também garantia seu curso técnico em Contabilidade. “A loja foi uma escola. O ambiente onde tive uma formação profissional, aprendi tudo e vi um futuro”, descreve.

Mais tarde tendo ingressado na universidade, no curso de Direito, Viveiros passou a colecionar conquistas que, tal qual medalhas, atribuíram significado e o estimularam a conquistar cada vez mais no campeonato da vida. Foi eleito vereador em meados dos anos 80 e chegou, inclusive, a ser vice-presidente da Câmara Municipal de Petrópolis.

“Minha vida sempre foi assim. Sempre quis crescer”, diz. Aberto, desde o princípio, a profissionais com menos experiência, o estabelecimento sempre teve no potencial do coletivo seu maior título. Funcionária da Supersport há quase duas décadas, Carine Rosa da Silva, de 43 anos, remonta seu começo na empresa, ainda como caixa.

Graças à paciência e à liberdade oferecidas pela empresa, Carine obteve experiência, se tornou gerente da loja e é hoje a funcionária com mais tempo de casa. Até porque é isso que o local representa: lar onde se casou e até família constituiu. “Engravidei de gêmeos e até hoje tem cliente que entra aqui, se lembra de mim grávida e pergunta dos meus filhos”.

Tratados com carinho, os funcionários são parte da cidade tal qual a Supersport é para o comércio. Reconhecido pelo público como “aquele que vem de bicicleta”, o vendedor Márcio Bernardo da Silva, de 51 anos, acumula 11 anos de loja, muitas amizades e o carinho do público que, até com alimentos, o presenteia.

“Busco sempre tratar os clientes bem. Eles me dão cesta básica, empadão”. Gerenciada, anos a fio, pelo flamenguista Fernando, a Supersport se tornou sinônimo para o superlativo de quem, a exemplo do nome da loja, soube observar e empregar as principais lições dadas pelo esporte na construção da tradição e do legado de uma vida.

Texto: Carolina Freitas.

O mercado e a proibição de exigir mais de 6 meses de experiência

A Lei nº 11.644 de março de 2008 incluiu o art. 442-A.
“Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade.” Com essa mudança, ficam os empregadores proibidos de exigir mais de 6 meses de experiência, na função, de candidatos a emprego.

Tal artigo gera muita controvérsia, principalmente quanto à sua praticidade eis que, os empresários são os que suportam o ônus do insucesso de seu empreendimento, que, salvo melhor juízo, têm a prerrogativa de escolher o candidato que melhor entende que se enquadra às suas necessidades ao preencher determinada vaga. Em outro viés, há o objetivo de aumentar as oportunidades de acesso por aqueles que estão entrando no mercado de trabalho e não possuem experiência profissional.

Outra questão é quando uma empresa busca a contratação de alguém para ocupar um cargo de gerência / supervisão. Como fazer sem que o proponente ao cargo tenha uma grande experiência na função?

Inegável que o artigo possui seus méritos, na medida em que busca possibilitar, principalmente aos jovens e recém-formados, maiores oportunidades, até mesmo de adquirir a experiência necessário ao seu desenvolvimento profissional. Todavia, mostra-se, como tantas outras leis em nosso país, com pouca aplicabilidade prática, na medida que generaliza e não considera que existem muitas variáveis que envolvem a questão.

Muitas empresas passaram a optar pela contratação temporária de seus auxiliares, na intenção de melhor analisar as qualificações do colaborador e, imaginando, que estarão reduzindo seus custos. Todavia, tal prática ainda causa gastos ao empregador, já que têm que arcar, tanto com os custos de uma contratação e de uma demissão e ainda com uma possibilidade de um aumento na rotatividade. As mudanças, em todas as esferas, invariavelmente implicam também em uma adaptação nas normas, tanto cíveis, trabalhistas, comerciais, etc.

Todavia, continuará a prevalecer a máxima de que os melhores preparados prevalecerão, fruto da constante evolução do mercado, devendo cada um buscar maior capacitação, prioritariamente com o aumento de sua escolaridade.

Resumidamente, não basta a criação de leis na intenção de inserir jovens no mercado de trabalho, precisamos sim, de buscar meios de qualificar mais e mais os novos profissionais.

Reunião na CDL Petrópolis discute eventos e ações para o final de 2021

Na tarde de hoje (13/08), a CDL Petrópolis sediou uma reunião entre representantes do poder executivo municipal e das entidades ligadas ao comércio, para tratar sobre ações e eventos no final do ano de 2021, visando a retomada econômica da cidade e o incentivo aos negócios locais. Entre os assuntos, o principal é o Natal de Luz, que este ano, além das atividades municipais, também contará com campanhas que deverão ser realizadas pela CDL Petrópolis. Participantes: Cláudio Mohammad, presidente da CDL Petrópolis; Charles Rossi, Secretário de Cultura; Samir El Ghaoui, Secretário da Turispetro; Denise Fiorini, presidente da Associação da Rua Teresa (Arte), Alvanei Santos, representante do Sicomércio; além de representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.

Senado aprova parcelamento de dívidas fiscais de micro e pequenas empresas

Por 68 votos favoráveis e nenhum contrário, os senadores aprovaram, nesta quinta-feira (5), substitutivo do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) com o objetivo de permitir o parcelamento das dividas das micro e pequenas empresas com a União. A principio o texto aprovado prevê o prazo de 15 (quinze) anos para quitação dos débitos, que abrangerá também microempreendedores individuais. O Projeto de Lei Complementar nº 46/2021, pretende criar o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos do Simples Nacional, mesmo para as empresas que estiverem em recuperação judicial.

Estão contemplados no projeto os débitos vencidos até o mês anterior à entrada em vigor da lei, mesmo os ainda não constituídos, que estejam parcelados ou mesmo inscritos na dívida ativa. Pelo texto, apenas as contribuições previdenciárias não poderão ser divididas em 180 parcelas, só em 60, porque a Constituição proíbe o parcelamento delas em prazo maior. A adesão terá que ser feita, até data a ser fixada na lei, junto ao órgão responsável pela administração da dívida, cujo deferimento, propõe o texto; somente será feito após o pagamento da primeira parcela, que prevê que seja feito em até 180 meses. Prevê, ainda, o projeto que o valor mínimo das parcelas será de R$ 300, exceto para MEIs, que poderão ter prestações de no mínimo R$ 50 e correção da prestação mensal pela taxa básica de juros do Banco Central (Selic), acumulada mensalmente e calculada a partir do mês posterior ao da adesão até o mês anterior ao do pagamento, mais 1% de juros relativo ao mês em que o pagamento for efetuado.

O relator Fernando Bezerra Coelho, em seu relatório frisou que: “Essa linha de atuação está em sintonia com estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE] que revelam a importância de se adotar políticas tributárias de socorro à economia, com vistas ao enfrentamento da crise provocada pela pandemia da covid-19”. O texto aprovado prevê outras condições que poderão vir a ser modificadas, ou até mesmo ampliadas, quando o Projeto de Lei for analisado na Câmara dos Deputados, que deverá agendar a discussão para breve, para então, após a aprovação, ser encaminhada à sanção Presidencial.

Fonte: Agência Senado https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/08/05/senado-aprovaparcelamento-de-dividas-fiscais-de-micro-e-pequenas-empresas

CDL Petrópolis celebra 60 anos de história no município

Como um grupo de empresários, uma modesta sala e um único propósito revolucionaram o comércio petropolitano

Valioso capítulo da história local, o comércio petropolitano é caracterizado pela cultura de traduzir a tradição em produtos e serviços. E o mesmo vale para a CDL, a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Petrópolis. Há 60 anos no município, a entidade mantém seu propósito de valorizar e representar aqueles por trás dos balcões e letreiros: comerciantes que, mais do que a economia, movimentam a vida de Petrópolis.

Fundada no dia 4 de agosto de 1961, numa modesta sala do número 39 da Rua Irmãos D’Ângelo, a CDL – então Clube de Dirigentes Lojistas – teve como lema, desde o princípio, “transformar frios letreiros de lojas, em homens que se entendem”. Pautada pela união, a entidade se mostrou capaz não apenas de aproximar os empresários e validar seus interesses, mas, sobretudo, incentivar a comunidade a caminhar numa mesma direção.

Movida pela paixão pelo comércio, o rumo tomado não poderia ser outro, a não ser o do sucesso. Filha de um dos fundadores da CDL – o empresário Fernando Lannes do Carmo, Maria Teresa Cristina do Carmo, de 61 anos, revisita suas recordações da instituição, cujas festividades sempre lhe pareceram reuniões de família. Até porque, coincidentemente, a fundação da CDL aconteceu no mesmo dia do nascimento de sua irmã, Maria Claudia.

“Meu pai costumava dizer que eram dois filhos nascidos no mesmo dia: a CDL e minha irmã. Ele estava na inauguração, foi chamado às pressas para o hospital, e depois voltou”, conta Cristina. Lembrada com orgulho por seu pai nos discursos, a história se tornou, praticamente, sinônimo do porquê do grupo ter se reunido: para fazer nascer ideias capazes de valorizar o caminho percorrido e, a partir dele, traçar novos rumos para o futuro.

“Era um grupo muito bacana de empreendedores e uma data importante para eles, para o comércio, e para as famílias, porque sempre tinha um encontro”, expressa Cristina, que comenta, ainda, a evolução no sistema de armazenamento das informações de crédito dos clientes. Se no começo os dados eram reunidos dentro de caixinhas de sapato nas lojas, com o passar do tempo o arquivo passou a ser centralizado na sede própria da CDL.

Transformação, inclusive, testemunhada pelo petropolitano Luiz Carlos Santiago Fontes, de 68 anos. Contratado, em seu primeiro emprego nas Modas Casa Nova, para percorrer as lojas do Centro e verificar o histórico de compras dos clientes nos estabelecimentos, ele fala sobre como era o processo de aprovação de crédito da época e sobre sua rotina que estava longe de ser restrita a quatro paredes.

“Naquela época não tínhamos nenhum sistema de computador, internet ou wi-fi, então meu serviço era ir até a CDL, conferir a referência de lojas que o cliente nos dava e, em seguida, rodar cada uma delas para verificar se o cliente havia, efetivamente, feito a compra e como ele havia efetuado os pagamentos. Eu retornava para a loja com a ficha e informava ao departamento se ele era ou não um bom pagador para que fosse feita a venda a prestação”.

Num verdadeiro trabalho de investigação, Luiz Carlos explica que era junto à CDL que se verificava se alguma loja havia sido omitida pelo comprador. Quando isso acontecia, era quase certo de o cliente não ter efetuado o pagamento naquele local. Exercido pelo petropolitano de maio de 1969 a setembro de 1970, o trabalho foi substituído, ainda em 70, pela implantação de um sistema de comunicação integrado da CDL com as lojas.

Nas fichas, de A a Z

Se hoje a base nacional do SPC pode ser acessada com um celular na palma da mão, lá atrás o armazenamento de dados era centralizado em fichas dispostas em arquivos rotatórios. Organizados por ordem alfabética, eles tinham suas informações repassadas aos lojistas que, por telefone, faziam as consultas. Funcionária da CDL Petrópolis há 33 anos, Silvia Machado, de 51 anos, revive as mudanças passadas pelo setor que hoje gerencia.

Contratada como estagiária do arquivo, Silvia participou de todas as transformações envolvendo as fichas e consultas para a realização do crediário. “A empresa tinha uma linha privada em que a atendente tirava o telefone do gancho e aí acendia uma luzinha indicando qual empresa estava ligando. Ela, então, passava as informações para a loja e, depois, a colocava em contato com o outro lojista para que ele tivesse as referências do cliente”.

Centralizado em três arquivos, com cinco atendentes cada, o atendimento aos associados era feito durante todo o dia. Pautado por mesas telefônicas com conectores, o trabalho, em determinado momento, passou a ser intermediado por ramais. E o mesmo vale para os arquivos que, de grandes estruturas manuais, deram lugar a computadores ainda em meados dos anos 80: sinal de agilidade para os associados, atendentes e compradores.

“Naquela época vinham muitas pessoas de fora fazer compras na Rua Teresa. Nesse caso, nós tínhamos que fazer uma ligação interurbana para a cidade de origem da pessoa e aguardar pela resposta que, às vezes, demorava mais de hora. Com a informatização ficou muito mais ágil. A empresa ligava e nós dávamos a resposta de imediato. Depois, as próprias empresas passaram a fazer as consultas porque foi implantado o sistema on-line”.

Retrato de uma mudança de cultura, como descreve o especialista em redes de computadores e Internet, Airton Coelho Vieira Junior, de 51 anos, a informatização dos sistemas da CDL caminhou junto das transformações culturais e sociais da

época. Tendo sido um dos responsáveis por modernizar os sistemas da entidade, ele comenta os desafios vividos e a evolução da tecnologia e do comércio desde então.

“Foi uma experiência única. A gente teve uma transformação. Era tudo crediário no papel, no carnê, e aí a gente passou pelo crescimento do cheque, pelo advento da internet, do comércio eletrônico e agora os cartões de crédito. Não só eu participei do desenvolvimento do SPC, mas a gente desenvolveu e operou por décadas sistemas que eram auxiliares na operação da CDL, como folha de pagamento e folha contábil”.

Do papel à tela, Airton lista quatro “ondas” de reformulação dos arquivos da CDL, sendo a primeira a migração para os computadores e a última a ampliação da velocidade de processamento e do armazenamento de dados. “Tivemos a transformação digital, de sair do papel e virar tecnologia, depois tivemos duas ondas de melhoria e aumento da capacidade, e uma final de mudança de cultura em que colocamos o serviço totalmente eletrônico”.

Olhos no passado e no futuro

Da fundação da CDL para cá, não há dúvidas de que o passar dos ponteiros tenha ditado muitas das transformações vividas pela entidade. Da informatização dos sistemas à composição da Câmara, permanece intacto, porém, o empenho em se fazer presente junto à comunidade petropolitana. É o que comenta, com satisfação, o atual superintendente da CDL de Petrópolis, Abrahão Jorge Bailune, de 56 anos.

Filho do ex-comerciante, diretor e presidente da CDL, Abrahão Bailune, no mesmo ano em que a entidade completa 60 anos de fundação, o superintendente celebra 36 anos de dedicação à associação. Contratado como office boy, ele percorreu, praticamente, todos os setores da empresa, passando pelo SPC, setor de cobranças, tesouraria, se tornando chefe de departamento financeiro, secretário executivo e, agora, superintendente.

Para Abrahão, recordar a história da CDL é lembrar e honrar as trajetórias dos ex-presidentes, diretores, associados e colaboradores que trilharam, junto dela, um caminho construído à base do esforço coletivo e da união. Empenho comprovado, por exemplo, pela realização das famosas campanhas de Natal da entidade, que sempre levaram às ruas e aos lares petropolitanos a certeza de que é no comércio que se escrevem memórias.

“Ao longo da história, a CDL sempre realizou campanhas de incentivo às vendas. Foram sorteados diversos automóveis, viagens, e a maior campanha que a CDL realizou foi o sorteio de um apartamento. Duas outras campanhas que marcaram muito foram relacionadas aos concursos de vitrine enfeitada – tanto de lojas, em que havia uma participação muito grande das empresas, quanto de fachadas residenciais”, expressa.

Responsável hoje por oferecer aos associados serviços de informação de crédito, cursos, seminários, treinamentos, assessoria jurídica, balcão de empregos, planos de saúde/odontológicos, o auditório e o salão social, além do guia comercial Petrópolis TEM e do serviço de comunicação de perda/roubo/extravio de documentos, a CDL, passados 60 anos, continua a amparar os lojistas da cidade e a defender seus interesses.

Com olhos no passado e no futuro, o presidente da CDL Petrópolis, o empresário Claudio Mohammed, ressalta a importância de se recorrer às experiências adquiridas ao longo do tempo para, a partir delas, consolidar, cada vez mais, princípios e valores que fazem parte da essência do trabalho desempenhado pela entidade. “Temos que retornar ao passado e buscar experiências que possam ser depositadas no futuro”, explica Claudio.

Parte da CDL desde 1993, quando exerceu o cargo de diretor de serviços, Claudio cumpre seu segundo mandato na presidência com a certeza de que é trabalhando em prol do comércio e acompanhando as transformações tecnológicas que são preservadas as necessidades do setor e a missão da entidade. “Trabalhamos para manter o crescimento das atividades comerciais e para que o público atenda os anseios do comércio da cidade”.

Passado mais de meio século, uma das certezas mantidas pela instituição é a de que, diariamente, a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Petrópolis compartilha do mesmo carinho, admiração e paixão pelo segmento que, em 4 de agosto de 1961, motivou um grupo de empresários, uma modesta sala e um único propósito a revolucionarem a forma como o comércio petropolitano é visto e recebido.

Texto: Carolina Freitas.