Mais de 13 milhões devem deixar as compras de Natal pra última hora

Pesquisa da CNDL e SPC Brasil aponta que os consumidores atrasados esperam pelo pagamento da segunda parcela do 13º e acreditam em promoções de última hora

A Câmara de Dirigentes Lojsitas de Petrópolis acaba de divulgar uma pesquisa mostrando que o velho hábito do brasileiro de deixar tudo para a última hora deverá se manter no natal de 2019. Segundo o levantamento da Confederação Nacional das CDLs (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aproximadamente 13,2 milhões de brasileiros devem comprar os presentes em cima da hora, ou seja, nestes dias que antecedem a data. O dado corresponde a 10% dos consumidores que têm a intenção de presentear alguém no Natal, número próximo aos 8% do ano passado.

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, esse hábito pode ser prejudicial ao consumidor que terá que enfrentar lojas cheias e até mesmo uma restrição na oferta de produtos.

– O ideal seria se planejar e comprar com antecedência. Mas a pesquisa revela um dado incontestável. Muitos consumidores precisam esperar a liberação da segunda parcela do 13º salário, que acontece neste dia 20 de dezembro e aí, o jeito é comprar em cima da hora com o risco de enfrentar o desconforto das lojas e ruas lotadas e também a possibilidade de não encontrar mais o presente que imaginava comprar. De qualquer forma, o comércio estará pronto para atender a todos, mesmo os que deixarão para a última hora – afirma Luiz Felipe.

De acordo com a pesquisa, a expectativa por promoções (48%), que ajudam a economizar no orçamento, é a principal justificativa dos entrevistados para postergar as compras. Outros 20% estão à espera do pagamento da segunda parcela do 13º salário, enquanto 12% alegam falta de tempo para ir atrás dos presentes da lista. Há ainda 11% de entrevistados que admitem falta de organização e 10% que culpam a preguiça de fazer compras, empurrando a tarefa para o limite da data comemorativa.

A pesquisa ainda mostra que 3% dos entrevistados vão adiar as compras natalinas para janeiro de 2020, na esperança de aproveitar as tradicionais liquidações de início de ano. A maior parte dos consumidores se organizou para garantir os presentes ao longo do mês de novembro (30%) ou na primeira quinzena de dezembro (41%).

Inicialmente foram ouvidas 686 pessoas nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no natal e, depois, a partir de 600 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo nesta data. A margem de erro é de 3,7 e 4,0 p.p, respectivamente, para um intervalo de confiança de 95%.

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