Para CDL Petrópolis crescimento das vendas do comércio em junho é uma boa notícia, apesar do desempenho ruim no ano

IBGE divulgou crescimento de 8% nas vendas em junho, mas, por conta da Pandemia o setor registrou o pior semestre dos últimos 4 anos

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis recebeu com otimismo a notícia de um aumento de 8% nas vendas de junho de 2020, na comparação com o mês de maio o que significa a segunda alta consecutiva do setor depois de enfrentar dias terríveis em março e abril. No entanto, quando se olha para o cenário de todo o ano de 2020 ainda há uma grande preocupação uma vez que o primeiro semestre fechou com uma queda de -3,1%, atrás apenas do segundo semestre de 2016, quando o setor apresentou queda de -5,6%.

         Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, apesar dessa retomada de fôlego, os desafios do setor ainda são enormes nesses tempos de pandemia.

         – Era até natural que as vendas crescessem em função de toda a demanda reprimida pelos meses em que o comércio não essencial permaneceu fechado. Houve também o fenômeno do crescimento das vendas on line, mas ainda precisamos trabalhar muito para voltar a crescer de verdade. Para isso é importante que a economia como um todo se recupere, os empregos voltem e, o mais importante, que a Covid-19 seja controlada, que as mortes e contaminações sejam reduzidas e para isso, nós do comércio, temos que fazer a nossa parte e continuar cumprindo as medidas sanitárias como uso de máscaras e álcool em gel, além de evitar as aglomerações, assim como a população em geral também precisa entender que a pandemia ainda não acabou – afirma Luiz Felipe.

         Segundo o empresário, a situação do comércio em Petrópolis, apesar do grande número de empresas que não conseguiram sobreviver, ainda não é de todo ruim porque as lojas continuam abertas e até houve recentemente uma expansão do horário de funcionamento, além do fato de que as barreiras sanitárias puderam ser flexibilizadas para consumidores de outras cidades que venham para a rua Teresa.  

         Os números da pesquisa do IBGE apontam que em janeiro já havia uma queda de -1,1%, em fevereiro uma pequena alta de 0,6%, em março já como reflexo da pandemia uma queda de -2,4%, uma baixa histórica de -17% em abril e uma alta também fora da curva de 14,4% em maio.          Entre os setores que mais se destacaram na pesquisa de junho estão os de livros, jornais, revistas e papelarias com crescimento de 69,1% nas vendas, tecidos, vestuário e calçados (53,2%), móveis e eletrodomésticos (31%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,1%).

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