38% dos consumidores negativados no SPC Brasil culpa o desemprego

Pesquisa divulgada pela CDL Petrópolis aponta que 4 em cada 10 consumidores incluídos no SPC Brasil atribuem descontrole financeiro à perda do emprego. Metade da inadimplência está nos cartões de crédito

 

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com consumidores negativados, ou que estiveram nesta situação nos últimos 12 meses, investigou quais são as dívidas em atraso e o que essas pessoas estão fazendo para negociar a dívida e recuperar o crédito. Os dados mostram que quatro em cada dez inadimplentes e ex-inadimplentes (38%) vivenciaram essa situação devido ao desempregoOutros motivos citados foram diminuição de renda (31%), empréstimo de nome para terceiros (17%) e salário atrasado não pago (10%). O valor médio da dívida de quem está ou esteve com o nome no SPC Brasil é de 2.918,09 reais, sendo maior entre os homens (3.536,22 reais) e entre as pessoas das classes A e B (3.857,42 reais).

Para o presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza essa é uma situação na qual, segundo ele, todos perdem.

– É muito preocupante o quadro atual porque a diminuição da renda do consumidor, o desemprego e os atrasos nos pagamentos de salários refletem diretamente no comércio. Nós precisamos vender e conceder crédito, assim o desenvolvimento econômico e social se faz. Os empresários do comércio precisam vender e receber e para isso é necessário que o consumidor tenha acesso ao crédito, mas antes de tudo é preciso que ele tenha emprego. Nessa conjuntura de crise, perdemos todos, inclusive o governo, que deixa de arrecadar com impostos – afirma Luiz Felipe.

Entre os que quitaram ou pretendem quitar a dívida, a principal estratégia é recorrer a acordos com os credores (34%), cortes no orçamento (22%) e gerar renda extra por meio de bicos (18%). Os gastos mais citados quando se fala em cortes foram idas a bares ou restaurantes (36%), compras de peças de vestuário ou calçados (34%) e lazer (34%). Entre os que possuem mais de uma conta em atraso, a prioridade é quitar conta de cartão de crédito, loja ou crediário para usar o crédito novamente (24%). Foram citadas como prioridade também as contas de menor valor (23%), contas com taxa de juros mais altos (19%) e com o valor final mais alto (18%).

Cartão de crédito – O levantamento indica também que o cartão de crédito é o motivo da inadimplência de metade dos entrevistados (50%), principalmente entre as pessoas com 55 anos ou mais, (66%), seguido de crediários, carnês e cartões de loja (26%) e empréstimos (21%).

Além disso, uma quantidade significativa de pessoas não sabe quantas parcelas contratou no momento de realizar a compra, com destaque para dívidas com cartão de crédito (49%), empréstimos (35%) e crediários, carnês ou cartões de loja (35%). Além disso, 41% de pessoas não sabem quantas parcelas deixaram de pagar do cartão de crédito, 38% contrataram empréstimos e também não têm este conhecimento, assim como 31% dos que possuem dívidas com crediários, carnês ou cartões de loja que ignoram o número de parcelas não pagas.

Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados tomaram alguma atitude quando descobriram que estavam negativados, sendo que procurar o credor (27%), mudar hábitos para conseguir pagar a dívida (24%) e procurar birôs de crédito (15%) foram as principais. Além disso, sete em cada dez (72%) dos que pagaram ou pretendem pagar tentaram negociar a dívida com o credor, tendo feito 2,3 contatos em média.

A modalidade mais comum escolhida entre os que pagaram ou pretendem pagar a dívida é o pagamento à vista (34%), seguido de parcelamento no carnê ou crediário (28%) e parcelamento no cartão de crédito (10%). Entre os que escolheram pagamento parcelado, 45% estão ao menos com uma parcela em atraso, sendo que 55% não sabem com certeza a quantidade de parcelas que devem. Entre os que sabem, a média é de quase 4. Os principais motivos interrupções dos pagamentos são: desemprego (27%), diminuição de renda (25%) e falta de dinheiro devido à falta de planejamento no orçamento (17%).

A pesquisa entrevistou 602 consumidores residentes em todas as regiões brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, atuais inadimplentes ou ex-inadimplentes há no máximo 12 meses. A margem de erro é de 3,99 pontos percentuais para uma confiança de 95%.

CDL doa bicicletas para a PM

Objetivo é implantar um patrulhamento especial no Centro Histórico e nas áreas comerciais da cidade

 
         A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis fez uma doação de duas bicicletas para o 26º Batalhão de Polícia Militar iniciar a implantação de um patrulhamento ciclístico no Centro Histórico e nas áreas comerciais da cidade. A entrega aconteceu na última terça-feira, dia 27 de setembro, na sede da CDL Petrópolis, com a presença do comandante do 26º BPM, Tenente Coronel Eduardo Castelano.

O presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, ressaltou a importância desse novo serviço que aumentará a ostensividade do patrulhamento no centro da cidade e destacou a participação da sociedade civil no apoio às iniciativas que reforçam a segurança pública.

SV500038        – È muito importante que a Polícia Militar inove no patrulhamento para que o comércio, a população e nossa cidade como um todo tenham cada vez mais segurança. Eu parabenizo o tenente coronel Castelano pela iniciativa e entendo que a CDL, como entidade representativa da sociedade civil, deve colaborar sempre que possível auxiliando o Estado, que tem o dever constitucional de cuidar da segurança pública – afirmou Luiz Felipe.

O comandante do 26º BPM, tenente coronel Eduardo Castelano explicou que o patrulhamento ciclístico mescla as características do patrulhamento a pé, que permite uma observação mais apurada, e o motorizado, que permite maior mobilidade no deslocamento. Segundo o comandante, na bicicleta, o policial militar poderá observar atentamente a situação na rua e, se for necessário, terá rapidez e mobilidade para agir numa perseguição, por exemplo.

Os policiais que atuarão nesse tipo de patrulhamento serão submetidos a treinamento e instrução nos próximos dias para que o serviço seja implantado o mais breve possível. No que se refere ao apoio da CDL Petrópolis, o tenente coronel Eduardo Castelano, destacou a importância da iniciativa.

– Eu acho que o apoio da CDL Petrópolis é fundamental, porque na verdade a segurança pública é obrigação do Estado, mas é responsabilidade de todos. E como o governo do estado está enfrentando dificuldades financeiras, mas nossa comunidade precisa de iniciativas inovadoras que melhorem a segurança pública, cabe ao administrador buscar parcerias. Nesse caso, recebemos o apoio da iniciativa privada, através da CDL, que não tem obrigação, mas foi sensível ao nosso pedido, e pôde nos auxiliar com essas bicicletas o que, em última análise, beneficia a todos – explicou o comandante.

Participaram da entrega ainda os soldados Thiago Ramalho, relações públicas do Batalhão, Carlos Fernando de Assis Pinheiro Cardoso e Jeferson Cipriano de Oliveira, que pilotarão as bicicletas.